quinta-feira, 31 de julho de 2008

Empresários buscam alianças para driblar 'império' Traffic/DIS

Matéria escrita por Bruno Thadeu para o site Pelé.net

A ascensão vertiginosa dos fundos Traffic e DIS tem causado reações distintas entre empresários do meio futebolístico. Temendo enfraquecer em meio à dinastia dos dois grupos, alguns agentes optam por se unir a esses investidores, repartindo os direitos econômicos de atletas.

Outra parte prefere redirecionar o foco de atuação: ao invés de negociar atletas para as grandes e médias equipes nacionais -muitas delas já cooptadas por DIS e Traffic- esses empresários optam por transacionar jovens brasileiros para fora, sobretudo para o Leste Europeu, onde se torna mais fácil a vitrine para a Copa da Uefa, segunda maior competição entre clubes da Europa.

O modelo de gestão empresarial no futebol difundido pela Traffic desperta a atenção de terceiros, interessados na implantação de metodologia semelhante.

J. Hawilla o " Todo Poderoso" da Traffic

Impressionados com os valores envolvidos em transações no futebol brasileiro, um grupo de empresários do exterior costura aliança para estabelecer sede no Brasil e, dessa forma, sonha em peitar Traffic e DIS no médio prazo.

Intermediador desse pool de investidores que está de olho no Brasil, o empresário Ricardo Mendes prevê a chegada do capital estrangeiro, não só no país, mas em toda América do Sul, no início de 2009.

Ex-volante do Corinthians, Marcelo Mattos, atualmente no Panathinaikos, da Grécia, será o primeiro atleta vinculado a esse novo grupo de investidores. Ele está sendo negociado para o futebol espanhol.

"São empresários espanhóis, italianos, holandeses e americanos, que já deram sinal de que vão começar a investir no Brasil, com maior volume em 2009. Será feita uma espécie de 'bolsa de atletas', em que cada investidor entra com uma quantia, que será convertida em ações", explica Mendes.

Segundo empresários consultados pelo Pelé.Net, que preferiram não ter seus nomes revelados por temerem retaliações, a proliferação dos fundos de investimentos no futebol nacional se deveu em boa parte graças à conivência de clubes e dirigentes, que "boicotam" terceiros, fechando portas para quem não participa do bolo.

A conduta tendenciosa de treinadores, voltados a atender apenas determinados agentes, também teria contribuído para o avanço das grandes corporações, ainda segundo os empresários ouvidos pelo Pelé.Net.

Para enraizar o trabalho desses profissionais no futebol brasileiro, novos clubes estão sendo criados no país e outros tantos times pequenos já existentes são adquiridos para servir também como base para o registro de direitos federativos de atletas vinculados a determinado fundo. O Iraty, do Paraná, é um exemplo. Da mesma forma, o nanico Internacional de Bebedouro-SP está na mira de investidores estrangeiros.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Não vai ser campeão

Por Brenno Costa

"Sabemos que já não temos o mesmo grupo que tínhamos antes. Precisamos dar força para quem está no grupo, mas precisamos de reforços, isto está nítido." Essas palavras do volante Cristian revelam a atual situação do Flamengo. Mesmo com o bom início no Brasileirão, o Flamengo está se defigurando aos poucos. Com a janela de transferências para clubes da Europa ainda aberta, o quadro pode se agravar ainda mais. Além disso, as possíveis contratações do time não são as ideais.

O ataque, setor que tinha mais opções, vê-se esvaziado. O rubro-negro carioca vendeu Renato Augusto e Marcinho. Dois jogadores que faziam a função de segundo atacante, caindo pelos lados e dando opção ao meio-campo, e que, provavelmente, não serão substituídos. Como se não bastasse, Souza foi outro que deixou a Gávea. Assim, Caio Junior passa a contar com Diego Tardelli, Obina e, os desconhecidos, Éder, Pedro Beda e Paulo Sergio. Diego Tardelli é aquele tipo de jogador que sempre se pensa que vai engrenar, mas não sai do canto. Já Obina não tem condições físicas para suportar um jogo disputado durante os 90 minutos e não passa de uma razoável opção para o decorrer das partidas.

Souza é mais um a deixar a Gávea


Outro "problema" do Flamengo são as laterais. Juan e Leonardo Moura são os dois melhores em suas funções neste Brasileirão, mas os reservas não fazem sombra. Sem contar que eles são fracos na marcação e quando encontram uma equipe que sabe explorar esse defeito, como o Vitória fez com os talentosos Marquinhos e Willian na vitória de 1 a 0 em pleno Maracanã, desaparecem na partida.

Ciente da deficiência do elenco, a diretoria corre atrás de reforços e, segundo o jornalista Mauro César Pereira, pode acertar com os atacantes Vandinho, do Avaí, e Vágner Love, além dos meias Felipe, ex-Vasco e Flamengo, Éverton, revelação do Paraná, e Eltinho, que é lateral-esquerdo.

Desses nomes, Vandinho,Eltinho e Felipe são praticamente certos. Assim, Vandinho chegaria para ser o matador, mas pode ser que seja um fracasso (uma incógnita). Eltinho será o reserva de Juan. Já Felipe chegaria para fazer o papel de Marcinho e Renato Augusto, porém a condição física já não é a mesma e ele nunca teve o costume de fazer gols, como Marcinho vinha fazendo.

Éverton foi comprado pela Traffic, empresa parceira do Palmeiras, mas pode parar no Flamengo. O atleta tem 18 anos e pode sentir a pressão de vestir a camisa rubro-negra. Já Vágner Love não passa de um sonho. Ele deseja voltar ao Brasil, mas o empresário é contra e o CSKA não quer liberá-lo até porque perdeu Jô para o Manchester City.

Como se não bastasse o desmanche no elenco, o time enfrentará o Palmeiras fora de casa e o Cruzeiro no Maracanã, ou seja, as chances de novas derrotas são reais.

O Flamengo teve um bom início de Campeonato Brasileiro e, assim como o Corinthias fez ano passado, está caindo aos poucos de rendimento e na tabela. Certamente, não será rebaixado, tão pouco será o campeão.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Ídolo da década de 90 é a esperança de gols do Bahia

Matéria escrita por Rodrigo Meneses para o site Pelé.net


A reestréia não foi aquela que a torcida tricolor gostaria de ver. No jogo que marcou o retorno do atacante Marcelo Ramos, sétimo artilheiro da história do Bahia com 121 gols, o time não passou de um empate por 1 a 1 com o São Caetano, na última terça-feira, em partida válida pela 13º rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.


O atacante não marcou gol e desperdiçou as escassas oportunidades que teve durante a partida. Depois de 14 anos, volta a vestir a camisa do clube que o projetou para o futebol. A diretoria do Bahia aposta no craque do passado para reforçar o ataque do time que tenta retornar à Serie A. Marcelo agora tem 35 anos, mas espera repetir o desempenho daquele jovem que deixou o clube, aos 21 anos, com status de ídolo.

"A motivação é muito grande, a torcida tem um carinho especial por mim por tudo aquilo que eu fiz. É claro que isso faz parte do passado, mas eu vou tentar retribuir com muita vontade dentro de campo e tentar marcar os gols que o Bahia precisa" declarou Marcelo. O atacante caiu nas graças da torcida, principalmente, pelo desempenho nos Ba-Vis, que lhe valeram a fama de algoz rubro-negro.

Marcelo marcou nove gols nos clássicos estaduais contra o Vitória entre 1992 e 1994 e sagrou-se bicampeão nos anos de 1993 e 1994. A final de 1994 é considerada a partida mais importante pelo atleta na sua passagem pelo Bahia. Foi o jogo que carimbou o título com o inenarrável gol de Raudinei, aos 46 minutos do segundo tempo.

"Foram vários jogos vestindo a camisa do Bahia, mas a final de 1994 é inesquecível. Marcou a história do clube e dos jogadores que aturam naquela partida", lembra o camisa 9.

Marcelo trilhou o caminho nas divisões de base do Bahia e estreou na equipe profissional em 1991 com apenas 18 anos. Além dos campeonatos estaduais, disputou o Brasileirão dos anos seguintes e depois do bicampeonato baiano de 1994 foi vendido ao Cruzeiro. Após a passagem pelo clube mineiro, jogou no PSV da Holanda, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Vitória e Atlético-PR, entre outros clubes.
A torcida não questiona os 35 anos de idade do jogador e a saída repentina do Atlético/PR onde jogou pela última vez no dia cinco de julho contra o Santos. Uma enquete realizada no site oficial do Bahia perguntava: "Você aprovou a contratação de Marcelo Ramos?". O resultado foi o seguinte: 2495 - 89,7% votaram Sim e 285 - 10,3% disseram Não.

Este ano, 14 gols garantem a Marcelo o título de goleador do rubro-negro paranaense. Assim como a torcida, o técnico Arturzinho está satisfeito e ressalta a importância do jogador. "Marcelo vai se doar muito mais do que outro atleta que não sabe da história do clube, mas a grande vantagem dele é a qualidade, a parte técnica e a finalização. Espero que ele volte com a mesma eficácia de antes para nos ajudar a ascender com a equipe do Bahia", declara o treinador.

Arturzinho teve uma passagem rápida como jogador pelo Bahia em 1993 onde chegou a atuar do lado de Marcelo Ramos. Voltou como técnico no ano passado e levou o time da Série C para a B. Este ano ele reassumiu o comando na quinta rodada da Série B substituindo Paulo Comelli. Dessa vez, a missão é muito mais difícil.

"O que me motiva é saber a história do Bahia e saber como podemos trabalhar aqui. Isso porque já conhecemos o clube e sabemos o que tem de bom e de ruim. Dessa forma, sei adotar o comportamento ideal em relação ao que pode dar certo", explica Arturzinho.

A chance para Marcelo marcar o 122º gol com a camisa do Bahia fica para a partida contra o Bragantino nesta sexta-feira, às 20h30, no Estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana.

O Fenômeno Grêmio

Postagem escrita por Sérgio Xavier para o blog da Placar



Como explicar que um time como o Grêmio lidere, com justiça, o Campeonato Brasileiro? No papel, Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Internacional e talvez até o Cruzeiro tenham elencos melhores do que o gremista.

Vi 12 dos 14 jogos do Grêmio, vou me arriscar a tentar decifrar o enigma tricolor. Não é simples, vale lembrar que o Grêmio carrega o trauma de um primeiro quadrimestre desastroso. Estava bem no Gauchão e, numa bela tarde, caiu para o Juventude no Estádio Olímpico. Na Copa do Brasil, outro vexame caseiro, eliminação para o Atlético-GO. Era para ter caído o técnico Celso Roth, e ele sobreviveu.

Das cinzas, o time foi remontado sob o esquema de três zagueiros. Eis o cimento gremista, o início de tudo. Uma zaga sólida formada por Léo, Pereira e Réver. Eficiente na defesa e decisiva quando ia para a área adversária. Pereirão, remanescente da Batalha dos Aflitos em 2005, é um desastre com os pés. Chegou a ser constrangedor no Grenal do 1 x 1 perceber que o time colorado marcava todos os jogadores gremistas, menos Pereira. Valia a pena deixá-lo com a bola... Pelo alto, porém, Pereira está entre os melhores cabeceadores do Brasil. Léo é fraco por cima, excelente por baixo. Réver não compromete. Essa zaga, com a ajuda decisiva do goleiro Victor, líder da Bola de Ouro, assegurou a defesa menos vazada do campeonato.

Ter uma defesa forte que toma pouquíssimos gols (11, apenas) e que ainda vai ao ataque marcar gols explica algumas vitórias tricolores. Mas a explicação fica pela metade. O Grêmio viveu nas primeiras dez partidas do talento de Roger e da impressionante capacidade do meia na cavação de faltas, pênaltis e cartões para os adversários. Quando Roger se foi para o mundo árabe, parecia que o Grêmio iria desmoronar.

Pois não foi o que aconteceu, o time ficou melhor. Primeiro, porque Roger, ao sair intempestivamente do clube na véspera do jogo contra o Botafogo, enfureceu a diretoria e desagradou os companheiros. O herói virou vilão, o laço emocional com o principal jogador estava desfeito. Segundo, porque a saída de Roger coincidiu com a chegada do organizador do meio-campo Tcheco e com a volta do contundido William Magrão, que desbancou o experiente volante Eduardo Costa. Tcheco e Magrão botaram a bola no chão, algo novo em um time que sobrevivia das cabeçadas dos zagueiros e do centroavante grandalhão Marcel.

Nas últimas partidas, o ala-esquerdo Anderson Pico entrou no time no lugar do limitado Helder. Não que Pico seja craque, pois não é mesmo. Mas o veloz ambi-destro gosta também de jogar com a bola no chão. Com ele, duas vitórias importantes, Cruzeiro em casa e a goleada contra o Figueirense fora.

Por fim, dois mistérios, Perea e Paulo Sérgio. Como explicar esses dois jogadores? Perea é capaz de errar todos os lances em uma partida e acertar todos na outra, como nos 7 x 1 de Florianópolis. O lateral Paulo Sérgio tem uma boa bola parada e uma vontade comovente de ajudar o time. E só. Não possui recursos técnicos, mas, de vez em quando, é como se escutasse uma voz dizendo "você é craque". Paulo Sérgio acredita na voz e faz partidas surpreendentes.

Esse Grêmio mambembe lidera o campeonato. Celso Roth tem grande participação no resultado. Faz champanhe com uvas ordinárias. Aí está a preocupacão da torcida. Roth tem um histórico de grandes arrancadas e finais melancólicos. Como se envenenasse com o próprio sucesso. Precisa contrariar a própria história para conseguir o feito de fazer o Grêmio passar a perna em elencos melhores do que o seu.

Enquete Blogando Bola

A seleção brasileira masculina de futebol ganhará a medalha de ouro em Pequim?

Sim- 50%
Não- 50%



Como se vê, as opiniões estão divididas. De um lado, pesa a qualidade dos jogadores brasileiros. Do outro, a interrogação que é o treinador. Além disso, o Brasil, provavelmente, cruzará com a Argentina nas semi-finais.
Obrigado pela participação.



Equipe Blogando Bola

terça-feira, 22 de julho de 2008

Surpreso com Dunga, Ilsinho vê seleção "com bagagem" em Pequim

Matéria escrita por Carlos Padeiro para o site Pelé.net

Há um ano no futebol ucraniano, defendendo o Shakhtar Donetsk, Ilsinho foi esquecido pela seleção brasileira. Entretanto, naquela que pode ser considerada a convocação mais importante da 'era Dunga' até o momento, o ex-jogador do São Paulo voltou a ser lembrado e estará em Pequim para disputar o Jogos Olímpicos em agosto.

O atleta de 22 anos admite ter levado um susto quando uma pessoa da CBF ligou para comunicar que ele faria parte da seleção olímpica que buscará a inédita medalha de ouro para o futebol pentacampeão mundial. O motivo: não era chamado por Dunga desde março de 2007.

"Fiquei surpreso. Eu não estava esperando, porque não tinha sido convocado para os outros jogos da seleção olímpica. Tinha só uma 'fezinha' pela minha idade, e fiquei muito feliz com a convocação", revelou, em entrevista exclusiva ao Pelé.Net. "Acho uma seleção super-forte, com jogadores experientes e com bagagem para disputar qualquer campeonato."

Satisfeito no país do leste europeu, Ilsinho conta que teve uma rápida adaptação, principalmente com a ajuda dos outros brasileiros que atuam no Shakhtar, como Jadson, Fernandinho, Brandão e Willian.

O jogador natural de São Bernardo do Campo disse ainda que não guarda mágoas do Palmeiras, clube que o revelou, mas pouco o aproveitou no time profissional. Por isso, é mais grato ao São Paulo, que lhe deu a oportunidade de ser titular.

Ele também tem o objetivo de atuar em um grande centro do Velho Continente, como a Espanha, já que o Sevilla demonstrou interesse na sua contratação.

Leia a entrevista exclusiva de Ilsinho na íntegra:

Pelé.Net - Você achou que não seria mais convocado porque está 'escondido' na Ucrânia?
Ilsinho - Não acredito nisso não. O Dunga sempre olha pra cá e convocou vários jogadores que atuam ou atuavam aqui, como o Elano, o Fernandinho, o Vágner Love. Acho que ele não deve ver os jogos e ouvir sobre a gente com a mesma freqüência que nos outros lugares da Europa, mas dá oportunidades a todos. E aqui eu tive muita sorte, porque desde que cheguei fui titular, depois de uma semana de treino. Mudei um pouco de posição, estou jogando mais no meio e caio pelas pontas, mas não será problema atuar como lateral na seleção.
Pelé.Net - E como você explica o fato de o Dunga ter ficado mais de um ano sem te convocar?
Ilsinho - Não sei te responder essa pergunta. Minha última convocação tinha sido para os amistosos contra o Chile e Gana [março de 2007], por isso fiquei surpreso. Acho que ele deu oportunidade a outros jogadores e depois resolveu me chamar para as Olimpíadas. A pessoa mais indicada para responder isso é o próprio Dunga.
Pelé.Net - Qual é a sua expectativa para as Olimpíadas. Acredita que Ronaldinho Gaúcho estará mais motivado agora que foi contratado pelo Milan?
Ilsinho - Vejo uma seleção muito forte, que vai entrar para brigar pela medalha de ouro. Em relação ao Ronaldinho, com certeza ele vai querer mostrar agora, mais do que nunca, que pode voltar a ser um dos melhores do mundo.
Pelé.Net - Como foi sua adaptação à Ucrânia. Arrepende-se de ter deixado o Brasil?
Ilsinho - Como algumas pessoas me disseram quando surgiu a proposta de vir para cá, às vezes você tem poucas oportunidades na vida, e eu preferi não perder esta. Preferi arriscar e fiz a escolha certa. É um lugar muito diferente: a língua, a cultura, o jeito de se portar das pessoas, o clima... Mas foi fácil se adaptar com a ajuda do pessoal aqui. Quase todo mundo fala inglês, eu trago comida do Brasil, estou com minha noiva, e o clube tem uma baita estrutura e um poder financeiro muito grande. O presidente gosta do futebol brasileiro, e o clube busca crescer para dar visibilidade à cidade.
Pelé.Net - No Brasil, surgiu a notícia de que você poderia trocar o Shakhtar pelo Sevilla, da Espanha. Houve alguma proposta, e o seu objetivo é ir para um centro maior da Europa?
Ilsinho - Meu procurador me falou sobre o interesse do Sevilla, e depois teve a confirmação de que houve a proposta. Mas o presidente não quis me vender, e não sei se as conversas ainda continuam. Mas com certeza, como o próprio técnico diz por aqui, ninguém quer ficar aqui pra sempre, e tenho esse objetivo de ir para um lugar com maior visibilidade. A própria Liga dos Campeões nos proporciona isso, quando enfrentamos times de grandes centros do futebol europeu e podemos aparecer mais.
Pelé.Net - Hoje você é mais grato ao São Paulo ou ao Palmeiras? Existe alguma mágoa em relação à sua saída do Palmeiras?
Ilsinho - Isso já é uma página virada na minha vida, e não tenho nenhum problema com a entidade Palmeiras e com os torcedores. Tive alguns problemas com pessoas da diretoria quando saí de lá [em 2006], mas é um caso passado. Hoje voltaria ao Palmeiras sem nenhuma mágoa. Mas com certeza tenho mais gratidão ao São Paulo, que acreditou em mim, abriu as portas e deu a oportunidade de eu jogar. Devo muito às pessoas que estão lá e ao Muricy.
Pelé.Net - Alguns jogadores voltaram da Ucrânia recentemente? Isso pode acontecer com você, ou pretende ficar por muito tempo na Europa?
Ilsinho - Tudo pode acontecer, não sei como vai ser meu futuro. Posso ficar aqui até o término do meu contrato, em dezembro de 2012. Posso sair depois da Liga dos Campeões para outro time da Europa, e não descarto voltar ao Brasil também, mas não tive nenhuma proposta até o momento, só essa do Sevilla.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

The Hunter

Por Brenno Costa

Ele não é mais um grande jogador holandês que leva o “Van” no nome, porém tem a capacidade incrível de fazer gols como Van Nilsterooy e já ganhou a admiração do craque Van Basten, que será seu treinador no Ajax nesta temporada. Isso também não é para menos. Klaas Jan Huntelaar, de 24 anos, tem uma média de gols que o coloca alguns degraus acima dos “atacantes comuns”. Em 82 jogos com a camisa do Ajax, por exemplo, “O Caçador” (The Hunter) balançou as redes em 70 ocasiões, o que resulta em uma média de 0,85 gols por partida. Além disso, ficou em terceiro lugar na corrida pela chuteira de ouro da temporada passada com 33 gols. As marcas impressionantes não terminam. Pela seleção da Holanda, são sete tentos em 12 jogos e mais de cem gols em menos 140 partidas na Eredivisie, vários deles de bicicleta (vídeo).

Rejeitado pelo PSV Eindhoven, em 2002, por não ser considerado forte o suficiente para se tornar um centroavante, o atacante, que hoje tem 1,83 metros e 76 quilos, tentou a sorte nos desconhecidos De Graafschap, AGOVV e Heerenveen, até chegar ao Ajax na metade da temporada 2005/06. Nessa Eurocopa, na única vez em que iniciou a partida como titular, marcou um gol na vitória de 2 a 0 da Holanda sobre a Romênia. Com esses números impressionantes, Huntelaar já faz parte dos planos de grandes clubes europeus como Real Madrid, Arsenal e Manchester United e, provavelmente, o técnico Van Basten contará com seus arremates precisos por pouco tempo.

Enquete Blogando Bola

Você acredita que os jogadores do Sport estão motivados para disputar o Brasileirão?



Sim- 54%
Não- 46%




O que fazer para motivar um time que alcançou um título que se imaginava impossível e atingiu o seu objetivo na metade da temporada? Essa pergunta deve rondar a cabeça de Nelsinho Baptista desde que o Sport conquistou a Copa do Brasil. De fato, o rendimento de todos, exceção de Durval e Magrão, deu uma caída. Talvez, a única saída seja botar na cabeça dos atletas que só vai continuar no time da Libertadores aquele que mostrar um bom futebol no Brasileirão.

Independente dessa situação, os leitores Blogando Bola acreditam que os atletas do Sport permanecem motivados para disputar o campeonato.


Equipe Blogando Bola

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Doping financeiro é arma do Vitória para chegar à Libertadores

Matéria escrita por Rodrigo Meneses publicada no Pelé.net


Numa competição longa como o Campeonato Brasileiro, manter a regularidade é mais importante do que conseguir vitórias esporádicas, aqui e acolá. Foi pensando nisso que a diretoria do Vitória instituiu um novo sistema de premiação que substitui o velho e conhecido "bicho".

Em vez de serem recompensados com determinado valor a cada triunfo, e com um percentual deste valor a cada empate, os jogadores do Vitória só recebem algo mais que o salário se conquistarem, no mínimo, de 6 a 7 pontos em ciclos de quatro partidas: de 10 a 12 pontos atingem a premiação máxima e de 8 a 9 a premiação média.

O presidente do Vitória, Jorge Sampaio, e os jogadores se recusam a falar em valores. "Nós fechamos um pacto com os jogadores em que foi decidido que isso não seria revelado", disse Sampaio. "Só posso dizer que é uma quantia muito boa", completou. O meia Ramón também se esquiva. "Sobre dinheiro eu não falo", desconversou o jogador, que foi o porta-voz dos atletas na negociação com os dirigentes.

A TV Bahia, entretanto, divulgou durante a transmissão da goleada por 5 a 2 sobre o Botafogo, na última quarta-feira, que o prêmio máximo seria de R$ 9 mil e o mínimo de R$ 6 mil para cada atleta que tiver participado dos quatro jogos e para os integrantes da comissão técnica. Jogador que fica no banco de reservas tem direito a uma parte do prêmio.

A medida tem por objetivo fazer com que o Vitória atinja ao final do Brasilerão 2008 a meta de 58% de aproveitamento dos pontos disputados, que foi estipulada pela diretoria como percentual ideal para conquistar uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem. A meta é elevada, se for levado em consideração o Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o único clube a terminar a competição com mais de 58% dos pontos disputados foi o campeão São Paulo, com 68%.

Além do campeão, o Brasileiro classifica mais três clubes para a Libertadores. Em 2007, o quarto colocado foi o Fluminense, com 54% de aproveitamento, mas como o clube já havia garantido seu lugar no torneio continental por ter sido campeão da Copa do Brasil, o Cruzeiro ficou com a última vaga, na condição de quinto colocado do Brasileiro, com 53% de aproveitamento.

A nova fórmula de premiação já vem dando resultado. Se o Brasileirão 2008 terminasse após a 11ª rodada, o Vitória estaria classificado para a Libertadores, já que ocupa o quarto lugar, com 20 pontos em 11 jogos: um aproveitamento de 61% dos pontos disputados.

O terceiro ciclo de quatro partidas se encerra nesta quarta-feira, contra o São Paulo, no Barradão. O Vitória já garantiu, pelo menos, a bonificação mínima, ao conquistar seis pontos contra Portuguesa (2 a 1) e Botafogo (5 a 2). Como perdeu do Fluminense por 2 a 1 no último sábado, o time rubro-negro precisa vencer para subir um patamar na escala de premiação.

Até agora, o melhor desempenho foi obtido no segundo ciclo, quando a equipe conquistou 10 dos 12 pontos disputados, e o pior foi o primeiro, encerrado com uma derrota por 2 a 0 para o Ipatinga e apenas quatro pontos conquistados em quatro jogos.

O técnico Vagner Mancini aprova a iniciativa da diretoria. "Com a equipe vencendo, o clube ganha com pontos conquistados e casa cheia, e é justo que os atletas tenham direito a parte destes rendimentos. A fórmula é boa para os dois lados", diz o treinador. Mancini ainda faz a ressalva que o elenco não está preocupado exclusivamente com a premiação. "Os atletas estão muito mais focados no desempenho da equipe na competição e naquilo que eles podem ganhar com projeção no futuro do que estritamente no dinheiro", pondera.

Para o zagueiro Leonardo Silva, a premiação não vai modificar a vontade de vencer da equipe, mas ajuda. "A premiação é para que os atletas tenham uma consciência maior do objetivo a ser alcançado. Felizmente a diretoria do Vitória está fazendo seu papel e a equipe está cumprindo sua obrigação dentro de campo", afirma o zagueiro.

Segundo Jorge Sampaio, a principal fonte de renda para pagamento da nova premiação será a arrecadação nos jogos. "Com o bom momento da equipe, a gente espera um público de 30 mil pessoas no jogo contra o São Paulo", diz.

domingo, 13 de julho de 2008

Deprimente legado


Por Fernando Barros


“Não sei se foi a maior tristeza porque ele estava muito decepcionado com muita coisa que aconteceu esse ano. Se eu falar que não vou ficou triste, vou estar mentindo. Mas que ele contribuiu muito com o Vasco, contribuiu. As pessoas podem até dizer que foi da forma errada, mas ele ajudou”. Foi com essas palavras que Álvaro Miranda, filho de Eurico Miranda (ex-presidente do Vasco), respondeu ao ser perguntado sobre as decepções que seu pai sofrera nesse ano, pouco após perder a eleição para presidente do Vasco para o ex-ídolo cruzmaltino Roberto Dinamite.


O que mais impressiona não é a declaração em si, mas sim o trecho no qual Álvaro diz que seu pai ajudou o Vasco não da forma mais correta, mas que fez de coração. Ora, que tipo de pensamento limitado é esse? Parece mais com os defensores de políticos da estirpe de Paulo Maluf e Antônio Carlos Magalhães que diziam: ele rouba, mas faz. É justamente esse tipo de pensamento que atrasa o nosso futebol. Não importa quais medidas forem tomadas, o importante é fazer seu clube ganhar, mesmo que de forma inescrupulosa, e fazer seu nome crescer politicamente, contanto que seja feito ‘de coração’.


O Vasco parece ter se livrado do seu maior mal, ainda que não por completo, pois Eurico ainda possui prestígio junto a alguns poderosos do clube, porém, Roberto terá muito trabalho para se livrar de toda a escória que ainda permanece no clube. O pior legado que Eurico deixou no clube não foi a sua má administração ou as sombras da corrupção, mas sim, a instauração desse pensamento incorreto, desonesto e imoral que ainda deve permanecer por um longo tempo na cabeça de seus seguidores.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Quando eles vão crescer?

Por Fernando Barros


Nessa semana o Arsenal, anunciou a compra do francês Samir Nasri, que que assumia o posto de ídolo do Olympique de Marselha, principalmente após a saída de Ribéry para o Bayern de Munique. No entanto, o que mais chamou a atenção nessa notícia não foi a aquisição de mais uma das maiores promessas do futebol francês ou a quantia que envolveu a transferência (20 milhões de euros, cerca de R$ 50 milhões), mas sim, da insistente política do Arsenal em trazer jogadores jovens e de pouca “rodagem”.


O ‘novo Zidane’, alardearam os mais entusiastas. Não é pra tanto, o gênio francês possuía um futebol que está a anos-luz do que, até então, apresentou o jovem meia. Mas tudo bem, quando a imprensa quer satisfazer uma torcida, consegue plantar as notícias mais fantasiosas. O grande problema é que, mesmo que apresentasse características semelhantes ao ex-craque marselhês, o atleta tem apenas 20 anos. Não, o problema não é a idade especificamente de Nasri, todos querem contratar bons jogadores jovens, o problema é que o Arsenal abusa disso.




Nos últimos anos, essa cena foi mais que corriqueira: a cada Rosicky (jogador experiente) que o Arsenal contratava, vinham três Fàbregas (jovem promessa). Que Arsene Wenger é um ótimo técnico, ninguém duvida, e que ele é ótimo trabalhando com jogadores jovens, também. Mas, com tantos jovens no elenco e pouca “bagagem”, o time fica sempre marcado como aquele que ‘ia chegar lá’. Faz um bom tempo que o Arsenal não levanta o troféu da Premier League (o último foi na temporada 2003/04), e talvez, seja a falta de experiência que esteja faltando para que as promessas amadureçam mais rápido e que essa política de contratações se reverta em bons resultados.


No último Campeonato Inglês, por exemplo, os ‘Gunners’ lideraram por boa parte do tempo, porém, era consenso dentro da imprensa especializada que faltava ‘chegada’ ao time. Na hora do aperto, a quem os jovens iam recorrer. Ao inexpressivo Hleb (que se encontra em negociações como Barcelona)? Ao inconstante Rosicky? Isso só pra citar os pouquíssimos exemplos de jogadores experientes no clube.


Talvez seja a hora do técnico francês olhar para seu passado recente e perceber que quando o clube londrino apostou em jogadores mais experientes (não necessariamente com mais de 32 anos), o clube viveu o melhor período de sua história, passando mais de um ano invicto na Inglaterra e sendo apelidado de ‘Os Invencíveis’. Talvez seja melhor torrar os milhões de euros gastos nas contratações de Nasri, Walcott e Van Persie em atletas que já possuam uma carreira estável. Foi assim quando o clube apostou em Bergkamp, Wiltord e Pires e viveu seus ‘anos dourados’. Talvez não sejam os jovens que precisam ‘crescer’, mas sim a direção, que ainda não percebeu que só trazer promessas,vão conquistar muitos títulos. O longo prazo do Arsenal é extremamente longo, e a torcida já deve ficar impaciente.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O preço de um contrato

Por Brenno Costa

Quem vê José Roberto Wright como comentarista de arbitragem da Rede Globo pensa que ele ocupa o cargo por ter sido "simplesmente" um grande árbitro. Isso pode até ser verdade. Só que, além disso, ele teve a "inteligência" de aceitar um pedido da emissora carioca.

Para quem não se lembra, em 1982, o ex-juíz entrou em campo na final da Taça Guanabara entre Flamengo e Vasco com algo a mais do que o apito, como é observado na reportagem da Globo. Wright utilizou um microfone para que as conversas no campo fossem flagradas sem que os jogadores imaginassem isso.

Ele ainda teve a capacidade de dizer que nunca falou um palavrão para os jogadores!

Mas para assinar um bom contrato com a Globo, o que algumas pessoas não são capazes de fazer?

Confira o vídeo.



Enquete Blogando Bola

O Náutico continuará neste ritmo até o final do Brasileirão?

Sim- 0%
Não- 100%


Para os Leitores Blogando Bola, o Náutico vai pisar no freio. Independente disso, um fato pode ser comemorado. A equipe da Rosa e Silva não passou perto da zona de rebaixamento nesse Brasileirão. Neste ano, o Timbu mostra maturidade e dá indícios de que se acostumou a jogar a primeira divisão. Que continue assim para o bem do futebol pernambucano.


Equipe Blogando Bola

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Piada

Por Fernando Barros

Só pode ser piada! Pelo menos essa foi a sensação que a notícia de mais uma contratação na abertura da janela de transferências da Europa causou. O Zenit, da Rússia, levou a Copa Uefa com méritos. O meia Arshavin foi o destaque do time na vitoriosa campanha e também da última Eurocopa. Porém, os dirigentes da equipe russa parecem ter perdido o bom senso e anunciaram que querem contratar o argentino Lionel Messi, do Barcelona. E, para que a transferência fique mais ‘aceitável’, eles envolveriam o armador russo na negociação, além de 20 milhões de euros.


Só pode ser loucura o que pensaram os dirigentes do Zenit. Tanto dinheiro inserido pela Gazprom (empresa que ‘investe’ no clube de São Petersburgo), deve ter levado à insanidade os cartolas do time russo. Primeiro, Messi é um jogador inegociável (e o Barcelona não o tirou da Argentina com apenas 12 anos, levou sua família e custeou seu tratamento hormonal para entregá-lo de mão beijada aos zilionários russos). Segundo, até parece que o jovem, um dos melhores jogadores do mundo, vai trocar um clube competitivo, e que é uma ótima vitrine ,para se mudar o ascendente Zenit. Terceiro, nem Arshavin e nem esse dinheiro pagariam a transferência do argentino. Além do fato de que ele só tem 21 anos, enquanto o russo já tem 27.


Das duas uma: ou os empresários russos querem valorizar o atleta do Zenit, principalmente após sua ótimas atuações na Euro ’08, ou realmente estão levando isso a sério e sonham que será possível a conclusão dessa transferência. Parece mais uma piada de mau gosto...

A polêmica da vez

Por Fernando Barros


Vez por outra, a imprensa futebolística do Brasil, parece sofrer de falta de assunto. Não é por acaso que ela fica procurando as mias esdrúxulas polêmicas. Pois bem, a polêmica da vez agora é a questão da ‘paradinha’ nas cobranças de pênaltis. Tudo isso porque três gols, na rodada desse final de semana do Brasileirão, saíram dessa maneira.


Não é mais surpreendente ver noticiários esportivos, ou sites e jornais especializados que se preocupam em debater sobre o assunto, como se o mesmo fosse de uma importância fora do comum. Goleiros, artilheiros, juízes, técnicos e até craques do passado estão sendo chamados para dar sua abordagem sobre o tema.


“Essa paradinha que está sendo usada, até mesmo eu já bati um pênalti assim este ano, ela não pode ser usada. Pode diminuir a velocidade, parar um pouco antes, mas a partir do momento que chega à bola não pode parar, tem de efetuar a cobrança”, protestou o ‘reclamão’ de sempre Rogério Ceni. “É tudo contra o goleiro. O goleiro não pode se mexer e o jogador de linha pode fazer paradinha. Seria melhor dar o gol direto então. Falta na área é gol”, exaltou-se o goleiro Clêmer, do Internacional.


O palmeirense Alex Mineiro tornou-se um dos principais personagens na polêmica da "paradinha"


“Eu acho uma coisa bacana. O legal é que a regra permite. É algo diferente daquele negócio de correr para a bola e dar uma porrada. Isso ajuda no espetáculo, é algo bonito”, foi o que disse Muricy Ramalho, técnico do São Paulo. Já o comentarista Renato Marsiglia, discorda: “Em meu juízo, isso prejudica o espírito do fair-play e se transforma em uma covardia contra o goleiro. Tem jogador que chega do lado da bola e finca o pé no chão fingindo que vai bater, mas pára. É diferente do cara que dá a paradinha durante a corrida. Acredito que tem que ser estabelecido um critério para isso”, afirmou Renato.


Apesar de todos os absurdos que são ditos nessa discussão, todos parecem esquecer que a penalidade máxima trata-se de uma infração e, portanto, é mais do que aceitável que o batedor esteja em vantagem. Se fossem diminuídas as opções de cobrança de pênaltis, tirariam não só uma das ‘artimanhas’, como também beneficiaria os infratores, afinal, a falta foi cometida, dentro da área, para que fosse evitada uma jogada que pudesse resultar em gol. Ou seja, o cobrador deve ter todos os privilégios possíveis.


A principal questão da revolta, não são as diferentes opiniões, mas a falta de atenção que é dedicada aos critérios na marcação dos pênaltis. Pois os juízes brasileiros sofrem de um mal que não parece ter fim: caiu na área é pênalti. A discussão sobre a simulação ou não é muito mais pertinente do que discutir os recursos dos batedores. O problema é que, aqui no Brasil, estamos cansados de ver inúmeros artilheiros que se consagram apenas batendo pênaltis.