quarta-feira, 9 de julho de 2008

A polêmica da vez

Por Fernando Barros


Vez por outra, a imprensa futebolística do Brasil, parece sofrer de falta de assunto. Não é por acaso que ela fica procurando as mias esdrúxulas polêmicas. Pois bem, a polêmica da vez agora é a questão da ‘paradinha’ nas cobranças de pênaltis. Tudo isso porque três gols, na rodada desse final de semana do Brasileirão, saíram dessa maneira.


Não é mais surpreendente ver noticiários esportivos, ou sites e jornais especializados que se preocupam em debater sobre o assunto, como se o mesmo fosse de uma importância fora do comum. Goleiros, artilheiros, juízes, técnicos e até craques do passado estão sendo chamados para dar sua abordagem sobre o tema.


“Essa paradinha que está sendo usada, até mesmo eu já bati um pênalti assim este ano, ela não pode ser usada. Pode diminuir a velocidade, parar um pouco antes, mas a partir do momento que chega à bola não pode parar, tem de efetuar a cobrança”, protestou o ‘reclamão’ de sempre Rogério Ceni. “É tudo contra o goleiro. O goleiro não pode se mexer e o jogador de linha pode fazer paradinha. Seria melhor dar o gol direto então. Falta na área é gol”, exaltou-se o goleiro Clêmer, do Internacional.


O palmeirense Alex Mineiro tornou-se um dos principais personagens na polêmica da "paradinha"


“Eu acho uma coisa bacana. O legal é que a regra permite. É algo diferente daquele negócio de correr para a bola e dar uma porrada. Isso ajuda no espetáculo, é algo bonito”, foi o que disse Muricy Ramalho, técnico do São Paulo. Já o comentarista Renato Marsiglia, discorda: “Em meu juízo, isso prejudica o espírito do fair-play e se transforma em uma covardia contra o goleiro. Tem jogador que chega do lado da bola e finca o pé no chão fingindo que vai bater, mas pára. É diferente do cara que dá a paradinha durante a corrida. Acredito que tem que ser estabelecido um critério para isso”, afirmou Renato.


Apesar de todos os absurdos que são ditos nessa discussão, todos parecem esquecer que a penalidade máxima trata-se de uma infração e, portanto, é mais do que aceitável que o batedor esteja em vantagem. Se fossem diminuídas as opções de cobrança de pênaltis, tirariam não só uma das ‘artimanhas’, como também beneficiaria os infratores, afinal, a falta foi cometida, dentro da área, para que fosse evitada uma jogada que pudesse resultar em gol. Ou seja, o cobrador deve ter todos os privilégios possíveis.


A principal questão da revolta, não são as diferentes opiniões, mas a falta de atenção que é dedicada aos critérios na marcação dos pênaltis. Pois os juízes brasileiros sofrem de um mal que não parece ter fim: caiu na área é pênalti. A discussão sobre a simulação ou não é muito mais pertinente do que discutir os recursos dos batedores. O problema é que, aqui no Brasil, estamos cansados de ver inúmeros artilheiros que se consagram apenas batendo pênaltis.

Um comentário:

Unisports disse...

Acho esta é uma idéia de polêmica muita "mixuruca", contudo acho que esse negócio de paradinha deveria ser extinto. Você pode andar, correr, andar rápido, ir devagar; agora, parar? Acho uma injustiça com os goleiros, mas......... o futebol está longe de ser uma coisa justa né.

obs.: Pelé foi impedido de fazer mesmo sendo o inventor (EU ACHO).