Matéria escrita por Luciana Zambuzi para o site da Revista Trivela

Não dá para contestar que o Bayern é sim um time técnico, que joga bonito e de forma empolgante. No entanto, a eliminação da melhor equipe da Alemanha para o campeão russo Zenit mostrou mais que o fim da possibilidade de uma equipe do país encerrar a temporada com um título europeu. Esta derrota, considerada vergonhosa, fez com que uma discussão viesse (ou voltasse) à tona entre os alemães: em que nível está o futebol do país em relação aos outros campeonatos do continente?
Foi uma retumbante derrota. Por um placar até então impensável de um time milionário e cheio de valores individuais sendo superado por uma equipe com pouca tradição internacional e com nomes até então desconhecidos fez com que até mesmo o técnico da Nationalelf, Joachim Löw se pronunciasse: “Isso tem que forçar todo mundo a pensar sobre o que podemos fazer para melhorar. Nós temos sim, que desenvolver nosso futebol para permanecer entre os melhores do mundo”.
Ao Bayern München, que tentou acalmar sua torcida com contratações de respeito após o desastre na última temporada, restou comemorar mais um título caseiro, o vigésimo primeiro na história do clube. Para torcedores em geral, ficou a impressão de uma temporada, em parte, decepcionante.
Um dos principais problemas apontados como determinantes para esta “desconfiança”, diz respeito justamente ao banco de reservas, acredita-se que os treinadores alemães são conservadores e não se arriscam em formações táticas mais modernas em seus times.
Por tudo isso, muitos defendem a “importação” de treinadores estrangeiros, algo comum na dominante Premier League inglesa e rara na discutida Bundesliga. Na visão dos defensores de tal tese, isso poderia melhorar o futebol no país. Reflexos de uma temporada na qual o time hegemônico percebe que ser campeão (alemão) não é o bastante.

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