terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Problemas?

A temporada de 2008 se aproxima e o Fluminense é um dos times que mais espaço ganhou no oba-oba da mídia e isso não é à toa. Vários medalhões foram contratados, basta observar os jogadores que irão abastecer o setor ofensivo. Só que justamente eles podem trazer alguns problemas (se é que assim podem ser chamados).

Os nomes de Washington, Dodô e Leandro Amaral são indiscutíveis, certo?.... Errado! Do "Coração de Leão" não discordo, mas o ceticismo esbarra nos outros dois. O ex-atacante do Botafogo mostrou ser irregular ao longo da temporada passada, além de não ser mais nenhum "garoto". Já Leandro Amaral, só se deu bem em dois clubes durante a carreira: Portuguesa, clube que o formou e o "recuperou" em 2006, e o Vasco. Fora esses dois, nada! Fiorentina, São Paulo... nem se lembram dele.

Tratam-se de bons jogadores, mas a grande questão é a irregularidade desses atletas.

Outra coisa que chama a atenção é a sobra de atacantes no elenco. Alex Dias, Soares, Somália, Adriano Magrão, Washington, Dodô, Leandro Amaral... Ufa! Esse grande inchaço preocupa não só por ser desnecessário, mas porque pode resultar na velha e temida panelinha ou, até mesmo, na guerra de egos. É muita "estrela" (talvez não seja a palavra correta) para, apenas, duas vagas.

Digo duas vagas (poderiam ser três) porque também existe vários meias ofensivos no clube, alguns com características parecidas e aí está outro problema, o que "obriga" Renato Gaúcho a escalar o time no 4-4-2.

Outra dúvida fica com relação à formação extremamente ofensiva do time. Como se não bastasse os zilhões de atacantes e os meias sem vocação para marcar, o Flu ainda conta com laterais extremamente ofensivos (e problemáticos) que são Gustavo Nery e Gabriel. E ainda tem mais, o titular e volante Arouca é daqueles que sai muito para o jogo.

Acima das duvidosas contratações, o problema será a dificuldade para equilibrar a equipe. Ao pé da letra, só quem marca é a boa dupla de zaga Thaigo Silva e Luiz Alberto e o volante Fabinho.


Excesso de medalhões pode prejudicar campanha do clube

Fora de campo, mais dúvidas. Quem fala como diretor de futebol é o patrocinador, por meio de Celso Barros. Como afirmou o jornalista da Trivela Caio Maia: "É sintomático - e preocupante - que a mídia carioca aceite que o dono do patrocinador do Tricolor fale pelo clube. Manchetes do tipo "Celso Barros diz que Flu" vai fazer isso ou aquilo são frequentes. Alguém já viu o presidente da LG falando pelo São Paulo? Nem o da Parmalat falava pelo Palmeiras. A pergunta é: se o Fluminense fracassar de novo, o que vai dizer Celso Barros? Provavelmente, e com razão, dirá que só manda a grana, e que administrar o clube não é função dele".

Enquanto isso, os comandantes do Fluminense preferem não ver que o time precisa de laterais de verdade, zagueiros e volantes para compor o banco. Além disso, eles devem pensar que Fernando Henrique é um Peter Cech!



Brenno Costa
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