sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

"O Cavalo"

Ele é mais uma daquelas histórias vencedoras e inacreditáveis do futebol. Nascido em um país africano e pobre, que passava por uma guerra civil na época de sua infância, Didier Drogba contou com a ajuda do tio Michael Goba, principal “conselheiro futebolísitico”, e com seu talento para romper fronteiras e conquistar o mundo da bola.

Com apenas cinco anos e com uma predisposição para o futebol, Drogba foi levado pelo tio para a França a fim de iniciar a carreira, mesmo não passando de uma criança. Depois de quatro anos sem suceso, o futuro craque teve que voltar para Costa do Marfim. Mas, isso era apenas o início de uma carreira, que se tornaria vitoriosa.

Em 1989, a família do atacante dos Elefantes, como é conhecida a seleção de seu país, teve de se transferir para a França, definitivamente, por causa das péssimas condições financeiras encontradas na terra natal. Essa mudança foi fundamental para o atleta, já que nesse momento, por insistência do tio, ele trocou a lateral direita para tornar-se especialista em fazer gols.

Aos 18 anos, Drogba ingressou no futebol profissional por meio da equipe Levallois, que disputava a quinta divisão francesa. Dois anos depois, foi contrato pelo Le Mans, que atuava na segunda divisão. Com 22 anos, ele deu mais uma passo decisivo na carreira ao assinar contrato com o Guingamp, que atuava na elite francesa. Bastou uma única temporada para o atacante marfinense se destacar e ser contratado por uma das equipes mais populares da França, o Olympique de Marselha.

Os cinco milhões de euros investidos pela equipe de Marselha renderam frutos já na primeira temporada, na qual Didier Drogba foi vice-artilheiro e melhor jogador da Ligue 1 e ainda levou a equipe para a final da Copa da Uefa, que foi vencida pelo Valência.

Em grande forma, o atacante chamou a atenção de José Mourinho, recém-chegado no Chelsea e que pediu a contratação do africano. Roman Abramovich não hesitou em pagar 37,5 milhões de euros e Drogba tornou-se peça chave na equipe inglesa e na seleção de Costa do Marfim.



Na seleção, Drogba recebeu o apelido de "O cavalo" do companheiro Bonaventure Kalou por causa do cabelo



Na equipe inglesa, Drogba chegou ao auge de sua forma e, apesar das lesões, foi importante nas conquistas da Premiere League de 2004/05 e 2005/06 e na chegada do time as semifinais da Champions League. Na seleção de Costa do Marfim, tornou-se capitão e alcançou a inédita vaga para o seu país na Copa de 2006. Na Alemanha, o país de Didier não fez feio e jogou no nível da Holanda e Argentina, mas acabou no terceiro lugar da chave com uma única vitória, conquistada em cima da também estreante Sérvia e Montenegro. O atacante do Chelsea marcou uma vez nas três partidas disputadas no torneio. Agora, o objetivo do atacante é levar o país a segunda conquista da Copa Africana de Nações de 2008, mesmo se recuperando de uma lesão no joelho.


Com essa carreira de sucesso, tanto dentro como fora de campo, a vida de Didier Drogba virou um documentário, que foi lançado na França no final do ano passado. O filme sobre o atleta marfinense foi produzido pelo jornalista francês Cedric Derguson, que acompanhou o jogador por cinco anos, até terminar o trabalho.


O bom do atacante do Chelsea é que a fama que o futebol lhe trouxe não tirou o seu caráter. É só observar o que Mourinho tem a dizer do atleta. "Se tivesse que ir para a guerra, eu iria com o Didier porque é um homem fantástico", foi o que disse o treinador português no documentário.




Na Costa do Marfim, tem até cerveja como o nome de Drogba



Títulos com o Chelsea
- Premier League: 2004/2005 e 2005/2006
- Community Shield: 2004/2005
- Carling Cup: 2004/2005 e 2006/2007


Prêmios
- Melhor jogador africano: 2006
- Segundo melhor jogador africano: 2005
- Melhor jogador da Liga Francesa: 2003/2004
- Chuteira de Ouro do Campeonato Inglês: 2006/2007




Brenno Costa
www.blogandobola.blogspot.com

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