quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O bom e velho "jogo de comadres"

Matéria escrita por Victorino Netto para o site Guia Assis

A maior polêmica do futebol nacional nos últimos dias é o caso envolvendo a partida Toledo e Marcílio Dias pela Série C do Campeonato Brasileiro. O jogo que terminou empatado em 0x0 gerou grandes controvérsias após o volante Rafinha (do Toledo) ter confirmado para uma emissora de rádio que as equipes se acomodaram com o empate, já que o resultado classificava ambos os times:

“Olha, eu acho que, para a torcida, o que aconteceu não é bonito, mas a gente sabe que, se a gente não faz isso, acontece o contrário, e eles iam fazer isso com a gente... Então, a gente tem de fazer isso daí”, declarou o jogador, que ainda foi além: “Eu acho que é feio, mas tem de pensar no nosso futuro, é na competição agora mais pra frente aí. Acho que é do futebol. Se a gente não faz isso, eles iam fazer com a gente. Mas acontece, acho que é bola pra frente. E a gente é primeiro do grupo. E é coisa do futebol que vai acontecer sempre, não é a primeira vez nem a última vez que vai acontecer. Acho que é o grupo, né, todos nós jogadores. Conversamos aí com os jogadores do Marcílio, entre a gente. A gente sabia que a gente ia classificar. Acho que, como eu disse, não tem nem o que falar. É feio, mas tem que pensar no nosso futuro, na seqüência da competição. Se a gente perde o jogo, a gente tá fora. E daí tem pai de família aqui dentro que tem família pra cuidar e, acho que é isso daí. A gente tem que pensar no nosso futuro”.

Em caso de vitória de alguma das agremiações, o derrotado seria eliminado, o que revoltou as equipes do Inter de Santa Maria (RS) e Engenheiro Beltrão (PR) que também brigavam pela vaga e agora esperam do STJD uma punição para os envolvidos. Rafinha está proibido de falar com a imprensa, além de estar ameaçado de ser banido do futebol. Para o técnico do Toledo, Leandro Campos, que isentou o atleta da culpa, a responsabilidade é dos repórteres locais que cobriam o jogo no último domingo: “É um excelente atleta, um excelente garoto, que por ser jovem e inexperiente, falou de situações que não se expõem assim, e que não foram verdadeiras. Um repórter tendencioso induziu ele a falar aquelas coisas, e criou um problema seríssimo para o clube e para todos os profissionais que aqui trabalham, que primam pela honestidade. O Rafinha foi inocente, quem viu o jogo sabe que a partida foi muito disputada, ninguém combinou nada”, assegurou o treinador.

Apesar das declarações do atleta, em nenhum momento o jogador assume claramente que ambas as equipes tenham arranjado o resultado. Embora se subentenda isso!!! O fato é que historicamente o futebol já assistiu casos como esse inúmeras vezes, inclusive em Copas do Mundo e nem por isso alguma coisa foi feita...

No mundial de 1974, a Alemanha Ocidental (sede do torneio e já classificada) entregou o ouro na última rodada p/ Alemanha Oriental... Com isso ficou em segundo lugar do grupo, fugindo de Brasil, Argentina e Holanda na fase seguinte p/ enfrentar Polônia, Suécia e Iugoslávia... Além de dar uma forcinha p/ os compatriotas orientais!!! Quatro anos depois, em 78, aconteceu a histórica entregada do Peru contra a Argentina, que até hoje permanece obscura e que rendeu ao Brasil o título de “campão moral”. Em 82, a Áustria (já classificada) facilitou o jogo para os compatriotas da Alemanha Ocidental (que disputava a vaga com a Argélia) na última rodada da 1ª fase... Com isso fugiu de um grupo com as potências Inglaterra e Espanha para enfrentar uma mais simples, com França e Irlanda do Norte... Porém, os austríacos acabaram se dando mal, já que foram eliminados pela França enquanto os alemães chegariam a final!!!

Ainda na década de 80, explodiu na Itália o escândalo da loteria esportiva, envolvendo clubes, atletas e dirigentes na fabricação de resultados. Na década de 90, esse fenômeno voltaria a ocorrer novamente no país, assim como na Inglaterra, Alemanha e Portugal. No Brasil, em 2005, explodiu o caso “Edílson Pereira da Silva”, que puniu o árbitro (no Brasil sempre é preciso um bode expiatório), mas não investigou outros envolvidos. Naquele ano, o polêmico jogo que decidiu o campeonato brasileiro envolvendo Corinthians e Inter teve direito a pênalti não marcado para os gaúchos, a conseqüente e injusta expulsão do Tinga, além de gravações polêmicas de escutas telefônicas envolvendo do ex-presidente alvinegro, Alberto Dualib. Mas nem por isso alguma coisa foi feita. Aliás, alguém aí se lembrava de algum desses episódios?

No Campeonato Paulista da Série A2 deste ano, Mogi Mirim e Oeste se envolveram em uma polêmica parecida pelo quadrangular final da competição. Um empate bastava para as duas equipes conseguirem o acesso e por isso os dois times seguraram o placar até o apito final. O resultado prejudicou o São Bento e o Atlético, ambos de Sorocaba, que também lutavam pelo acesso. Porém, foi relatado na súmula da partida que os treinadores orientaram seus atletas a segurar o resultado, o que levou o caso a julgamento. Porém, o Tribunal da Federação Paulista de Futebol determinou que fosse disputada uma nova partida, desta vez vencida pelo Oeste. Mas o placar não alterou o resultado final e as duas equipes subiram para a elite paulista.

Que o leitor não pense que concordo com esse tipo de atitude. Pelo contrário. Apenas acho que isso é um fato do futebol, propagado pela imprensa esportiva (que alega fazer seu papel). Ainda mais em se tratando da obscura Série C, dos pequenos Toledo e Marcílio Dias, do insignificante Rafinha... Ninguém liga se a terceira divisão está parada, se as equipes serão eliminadas, se o atleta será banido... Mas e se fosse com seu time?

É muito mais fácil fazer notícia em cima disso (justificando estar trabalhando) do que investigar a influência da loteria esportiva ou dos apostadores no futebol atual... Do capitalismo no esporte... Mas isso ninguém quer fazer!!!

E é por isso que me pergunto: Do que adianta fazer tanto barulho (leia-se sensacionalismo), se tudo vai acabar em pizza?!?!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Enquete Blogando Bola

Qual o futuro do Santa Cruz?


Sobe para a série B- 26%
Continua na Série C- 12%
Desce para a Série D- 72%




Está difícil. Com uma herança nada grata deixa por Fito Neves, Bagé, aos trancos e barrancos (e com o apoio da torcida), vem arrastando o Santa Cruz na Série C. Só resta saber aonde isso vai parar: Série B, C ou D. Sendo esse último, o provável destino segundo os leitores do Blogando Bola.

Equipe Blogando Bola

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Empresários buscam alianças para driblar 'império' Traffic/DIS

Matéria escrita por Bruno Thadeu para o site Pelé.net

A ascensão vertiginosa dos fundos Traffic e DIS tem causado reações distintas entre empresários do meio futebolístico. Temendo enfraquecer em meio à dinastia dos dois grupos, alguns agentes optam por se unir a esses investidores, repartindo os direitos econômicos de atletas.

Outra parte prefere redirecionar o foco de atuação: ao invés de negociar atletas para as grandes e médias equipes nacionais -muitas delas já cooptadas por DIS e Traffic- esses empresários optam por transacionar jovens brasileiros para fora, sobretudo para o Leste Europeu, onde se torna mais fácil a vitrine para a Copa da Uefa, segunda maior competição entre clubes da Europa.

O modelo de gestão empresarial no futebol difundido pela Traffic desperta a atenção de terceiros, interessados na implantação de metodologia semelhante.

J. Hawilla o " Todo Poderoso" da Traffic

Impressionados com os valores envolvidos em transações no futebol brasileiro, um grupo de empresários do exterior costura aliança para estabelecer sede no Brasil e, dessa forma, sonha em peitar Traffic e DIS no médio prazo.

Intermediador desse pool de investidores que está de olho no Brasil, o empresário Ricardo Mendes prevê a chegada do capital estrangeiro, não só no país, mas em toda América do Sul, no início de 2009.

Ex-volante do Corinthians, Marcelo Mattos, atualmente no Panathinaikos, da Grécia, será o primeiro atleta vinculado a esse novo grupo de investidores. Ele está sendo negociado para o futebol espanhol.

"São empresários espanhóis, italianos, holandeses e americanos, que já deram sinal de que vão começar a investir no Brasil, com maior volume em 2009. Será feita uma espécie de 'bolsa de atletas', em que cada investidor entra com uma quantia, que será convertida em ações", explica Mendes.

Segundo empresários consultados pelo Pelé.Net, que preferiram não ter seus nomes revelados por temerem retaliações, a proliferação dos fundos de investimentos no futebol nacional se deveu em boa parte graças à conivência de clubes e dirigentes, que "boicotam" terceiros, fechando portas para quem não participa do bolo.

A conduta tendenciosa de treinadores, voltados a atender apenas determinados agentes, também teria contribuído para o avanço das grandes corporações, ainda segundo os empresários ouvidos pelo Pelé.Net.

Para enraizar o trabalho desses profissionais no futebol brasileiro, novos clubes estão sendo criados no país e outros tantos times pequenos já existentes são adquiridos para servir também como base para o registro de direitos federativos de atletas vinculados a determinado fundo. O Iraty, do Paraná, é um exemplo. Da mesma forma, o nanico Internacional de Bebedouro-SP está na mira de investidores estrangeiros.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Não vai ser campeão

Por Brenno Costa

"Sabemos que já não temos o mesmo grupo que tínhamos antes. Precisamos dar força para quem está no grupo, mas precisamos de reforços, isto está nítido." Essas palavras do volante Cristian revelam a atual situação do Flamengo. Mesmo com o bom início no Brasileirão, o Flamengo está se defigurando aos poucos. Com a janela de transferências para clubes da Europa ainda aberta, o quadro pode se agravar ainda mais. Além disso, as possíveis contratações do time não são as ideais.

O ataque, setor que tinha mais opções, vê-se esvaziado. O rubro-negro carioca vendeu Renato Augusto e Marcinho. Dois jogadores que faziam a função de segundo atacante, caindo pelos lados e dando opção ao meio-campo, e que, provavelmente, não serão substituídos. Como se não bastasse, Souza foi outro que deixou a Gávea. Assim, Caio Junior passa a contar com Diego Tardelli, Obina e, os desconhecidos, Éder, Pedro Beda e Paulo Sergio. Diego Tardelli é aquele tipo de jogador que sempre se pensa que vai engrenar, mas não sai do canto. Já Obina não tem condições físicas para suportar um jogo disputado durante os 90 minutos e não passa de uma razoável opção para o decorrer das partidas.

Souza é mais um a deixar a Gávea


Outro "problema" do Flamengo são as laterais. Juan e Leonardo Moura são os dois melhores em suas funções neste Brasileirão, mas os reservas não fazem sombra. Sem contar que eles são fracos na marcação e quando encontram uma equipe que sabe explorar esse defeito, como o Vitória fez com os talentosos Marquinhos e Willian na vitória de 1 a 0 em pleno Maracanã, desaparecem na partida.

Ciente da deficiência do elenco, a diretoria corre atrás de reforços e, segundo o jornalista Mauro César Pereira, pode acertar com os atacantes Vandinho, do Avaí, e Vágner Love, além dos meias Felipe, ex-Vasco e Flamengo, Éverton, revelação do Paraná, e Eltinho, que é lateral-esquerdo.

Desses nomes, Vandinho,Eltinho e Felipe são praticamente certos. Assim, Vandinho chegaria para ser o matador, mas pode ser que seja um fracasso (uma incógnita). Eltinho será o reserva de Juan. Já Felipe chegaria para fazer o papel de Marcinho e Renato Augusto, porém a condição física já não é a mesma e ele nunca teve o costume de fazer gols, como Marcinho vinha fazendo.

Éverton foi comprado pela Traffic, empresa parceira do Palmeiras, mas pode parar no Flamengo. O atleta tem 18 anos e pode sentir a pressão de vestir a camisa rubro-negra. Já Vágner Love não passa de um sonho. Ele deseja voltar ao Brasil, mas o empresário é contra e o CSKA não quer liberá-lo até porque perdeu Jô para o Manchester City.

Como se não bastasse o desmanche no elenco, o time enfrentará o Palmeiras fora de casa e o Cruzeiro no Maracanã, ou seja, as chances de novas derrotas são reais.

O Flamengo teve um bom início de Campeonato Brasileiro e, assim como o Corinthias fez ano passado, está caindo aos poucos de rendimento e na tabela. Certamente, não será rebaixado, tão pouco será o campeão.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Ídolo da década de 90 é a esperança de gols do Bahia

Matéria escrita por Rodrigo Meneses para o site Pelé.net


A reestréia não foi aquela que a torcida tricolor gostaria de ver. No jogo que marcou o retorno do atacante Marcelo Ramos, sétimo artilheiro da história do Bahia com 121 gols, o time não passou de um empate por 1 a 1 com o São Caetano, na última terça-feira, em partida válida pela 13º rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.


O atacante não marcou gol e desperdiçou as escassas oportunidades que teve durante a partida. Depois de 14 anos, volta a vestir a camisa do clube que o projetou para o futebol. A diretoria do Bahia aposta no craque do passado para reforçar o ataque do time que tenta retornar à Serie A. Marcelo agora tem 35 anos, mas espera repetir o desempenho daquele jovem que deixou o clube, aos 21 anos, com status de ídolo.

"A motivação é muito grande, a torcida tem um carinho especial por mim por tudo aquilo que eu fiz. É claro que isso faz parte do passado, mas eu vou tentar retribuir com muita vontade dentro de campo e tentar marcar os gols que o Bahia precisa" declarou Marcelo. O atacante caiu nas graças da torcida, principalmente, pelo desempenho nos Ba-Vis, que lhe valeram a fama de algoz rubro-negro.

Marcelo marcou nove gols nos clássicos estaduais contra o Vitória entre 1992 e 1994 e sagrou-se bicampeão nos anos de 1993 e 1994. A final de 1994 é considerada a partida mais importante pelo atleta na sua passagem pelo Bahia. Foi o jogo que carimbou o título com o inenarrável gol de Raudinei, aos 46 minutos do segundo tempo.

"Foram vários jogos vestindo a camisa do Bahia, mas a final de 1994 é inesquecível. Marcou a história do clube e dos jogadores que aturam naquela partida", lembra o camisa 9.

Marcelo trilhou o caminho nas divisões de base do Bahia e estreou na equipe profissional em 1991 com apenas 18 anos. Além dos campeonatos estaduais, disputou o Brasileirão dos anos seguintes e depois do bicampeonato baiano de 1994 foi vendido ao Cruzeiro. Após a passagem pelo clube mineiro, jogou no PSV da Holanda, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Vitória e Atlético-PR, entre outros clubes.
A torcida não questiona os 35 anos de idade do jogador e a saída repentina do Atlético/PR onde jogou pela última vez no dia cinco de julho contra o Santos. Uma enquete realizada no site oficial do Bahia perguntava: "Você aprovou a contratação de Marcelo Ramos?". O resultado foi o seguinte: 2495 - 89,7% votaram Sim e 285 - 10,3% disseram Não.

Este ano, 14 gols garantem a Marcelo o título de goleador do rubro-negro paranaense. Assim como a torcida, o técnico Arturzinho está satisfeito e ressalta a importância do jogador. "Marcelo vai se doar muito mais do que outro atleta que não sabe da história do clube, mas a grande vantagem dele é a qualidade, a parte técnica e a finalização. Espero que ele volte com a mesma eficácia de antes para nos ajudar a ascender com a equipe do Bahia", declara o treinador.

Arturzinho teve uma passagem rápida como jogador pelo Bahia em 1993 onde chegou a atuar do lado de Marcelo Ramos. Voltou como técnico no ano passado e levou o time da Série C para a B. Este ano ele reassumiu o comando na quinta rodada da Série B substituindo Paulo Comelli. Dessa vez, a missão é muito mais difícil.

"O que me motiva é saber a história do Bahia e saber como podemos trabalhar aqui. Isso porque já conhecemos o clube e sabemos o que tem de bom e de ruim. Dessa forma, sei adotar o comportamento ideal em relação ao que pode dar certo", explica Arturzinho.

A chance para Marcelo marcar o 122º gol com a camisa do Bahia fica para a partida contra o Bragantino nesta sexta-feira, às 20h30, no Estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana.

O Fenômeno Grêmio

Postagem escrita por Sérgio Xavier para o blog da Placar



Como explicar que um time como o Grêmio lidere, com justiça, o Campeonato Brasileiro? No papel, Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Internacional e talvez até o Cruzeiro tenham elencos melhores do que o gremista.

Vi 12 dos 14 jogos do Grêmio, vou me arriscar a tentar decifrar o enigma tricolor. Não é simples, vale lembrar que o Grêmio carrega o trauma de um primeiro quadrimestre desastroso. Estava bem no Gauchão e, numa bela tarde, caiu para o Juventude no Estádio Olímpico. Na Copa do Brasil, outro vexame caseiro, eliminação para o Atlético-GO. Era para ter caído o técnico Celso Roth, e ele sobreviveu.

Das cinzas, o time foi remontado sob o esquema de três zagueiros. Eis o cimento gremista, o início de tudo. Uma zaga sólida formada por Léo, Pereira e Réver. Eficiente na defesa e decisiva quando ia para a área adversária. Pereirão, remanescente da Batalha dos Aflitos em 2005, é um desastre com os pés. Chegou a ser constrangedor no Grenal do 1 x 1 perceber que o time colorado marcava todos os jogadores gremistas, menos Pereira. Valia a pena deixá-lo com a bola... Pelo alto, porém, Pereira está entre os melhores cabeceadores do Brasil. Léo é fraco por cima, excelente por baixo. Réver não compromete. Essa zaga, com a ajuda decisiva do goleiro Victor, líder da Bola de Ouro, assegurou a defesa menos vazada do campeonato.

Ter uma defesa forte que toma pouquíssimos gols (11, apenas) e que ainda vai ao ataque marcar gols explica algumas vitórias tricolores. Mas a explicação fica pela metade. O Grêmio viveu nas primeiras dez partidas do talento de Roger e da impressionante capacidade do meia na cavação de faltas, pênaltis e cartões para os adversários. Quando Roger se foi para o mundo árabe, parecia que o Grêmio iria desmoronar.

Pois não foi o que aconteceu, o time ficou melhor. Primeiro, porque Roger, ao sair intempestivamente do clube na véspera do jogo contra o Botafogo, enfureceu a diretoria e desagradou os companheiros. O herói virou vilão, o laço emocional com o principal jogador estava desfeito. Segundo, porque a saída de Roger coincidiu com a chegada do organizador do meio-campo Tcheco e com a volta do contundido William Magrão, que desbancou o experiente volante Eduardo Costa. Tcheco e Magrão botaram a bola no chão, algo novo em um time que sobrevivia das cabeçadas dos zagueiros e do centroavante grandalhão Marcel.

Nas últimas partidas, o ala-esquerdo Anderson Pico entrou no time no lugar do limitado Helder. Não que Pico seja craque, pois não é mesmo. Mas o veloz ambi-destro gosta também de jogar com a bola no chão. Com ele, duas vitórias importantes, Cruzeiro em casa e a goleada contra o Figueirense fora.

Por fim, dois mistérios, Perea e Paulo Sérgio. Como explicar esses dois jogadores? Perea é capaz de errar todos os lances em uma partida e acertar todos na outra, como nos 7 x 1 de Florianópolis. O lateral Paulo Sérgio tem uma boa bola parada e uma vontade comovente de ajudar o time. E só. Não possui recursos técnicos, mas, de vez em quando, é como se escutasse uma voz dizendo "você é craque". Paulo Sérgio acredita na voz e faz partidas surpreendentes.

Esse Grêmio mambembe lidera o campeonato. Celso Roth tem grande participação no resultado. Faz champanhe com uvas ordinárias. Aí está a preocupacão da torcida. Roth tem um histórico de grandes arrancadas e finais melancólicos. Como se envenenasse com o próprio sucesso. Precisa contrariar a própria história para conseguir o feito de fazer o Grêmio passar a perna em elencos melhores do que o seu.

Enquete Blogando Bola

A seleção brasileira masculina de futebol ganhará a medalha de ouro em Pequim?

Sim- 50%
Não- 50%



Como se vê, as opiniões estão divididas. De um lado, pesa a qualidade dos jogadores brasileiros. Do outro, a interrogação que é o treinador. Além disso, o Brasil, provavelmente, cruzará com a Argentina nas semi-finais.
Obrigado pela participação.



Equipe Blogando Bola

terça-feira, 22 de julho de 2008

Surpreso com Dunga, Ilsinho vê seleção "com bagagem" em Pequim

Matéria escrita por Carlos Padeiro para o site Pelé.net

Há um ano no futebol ucraniano, defendendo o Shakhtar Donetsk, Ilsinho foi esquecido pela seleção brasileira. Entretanto, naquela que pode ser considerada a convocação mais importante da 'era Dunga' até o momento, o ex-jogador do São Paulo voltou a ser lembrado e estará em Pequim para disputar o Jogos Olímpicos em agosto.

O atleta de 22 anos admite ter levado um susto quando uma pessoa da CBF ligou para comunicar que ele faria parte da seleção olímpica que buscará a inédita medalha de ouro para o futebol pentacampeão mundial. O motivo: não era chamado por Dunga desde março de 2007.

"Fiquei surpreso. Eu não estava esperando, porque não tinha sido convocado para os outros jogos da seleção olímpica. Tinha só uma 'fezinha' pela minha idade, e fiquei muito feliz com a convocação", revelou, em entrevista exclusiva ao Pelé.Net. "Acho uma seleção super-forte, com jogadores experientes e com bagagem para disputar qualquer campeonato."

Satisfeito no país do leste europeu, Ilsinho conta que teve uma rápida adaptação, principalmente com a ajuda dos outros brasileiros que atuam no Shakhtar, como Jadson, Fernandinho, Brandão e Willian.

O jogador natural de São Bernardo do Campo disse ainda que não guarda mágoas do Palmeiras, clube que o revelou, mas pouco o aproveitou no time profissional. Por isso, é mais grato ao São Paulo, que lhe deu a oportunidade de ser titular.

Ele também tem o objetivo de atuar em um grande centro do Velho Continente, como a Espanha, já que o Sevilla demonstrou interesse na sua contratação.

Leia a entrevista exclusiva de Ilsinho na íntegra:

Pelé.Net - Você achou que não seria mais convocado porque está 'escondido' na Ucrânia?
Ilsinho - Não acredito nisso não. O Dunga sempre olha pra cá e convocou vários jogadores que atuam ou atuavam aqui, como o Elano, o Fernandinho, o Vágner Love. Acho que ele não deve ver os jogos e ouvir sobre a gente com a mesma freqüência que nos outros lugares da Europa, mas dá oportunidades a todos. E aqui eu tive muita sorte, porque desde que cheguei fui titular, depois de uma semana de treino. Mudei um pouco de posição, estou jogando mais no meio e caio pelas pontas, mas não será problema atuar como lateral na seleção.
Pelé.Net - E como você explica o fato de o Dunga ter ficado mais de um ano sem te convocar?
Ilsinho - Não sei te responder essa pergunta. Minha última convocação tinha sido para os amistosos contra o Chile e Gana [março de 2007], por isso fiquei surpreso. Acho que ele deu oportunidade a outros jogadores e depois resolveu me chamar para as Olimpíadas. A pessoa mais indicada para responder isso é o próprio Dunga.
Pelé.Net - Qual é a sua expectativa para as Olimpíadas. Acredita que Ronaldinho Gaúcho estará mais motivado agora que foi contratado pelo Milan?
Ilsinho - Vejo uma seleção muito forte, que vai entrar para brigar pela medalha de ouro. Em relação ao Ronaldinho, com certeza ele vai querer mostrar agora, mais do que nunca, que pode voltar a ser um dos melhores do mundo.
Pelé.Net - Como foi sua adaptação à Ucrânia. Arrepende-se de ter deixado o Brasil?
Ilsinho - Como algumas pessoas me disseram quando surgiu a proposta de vir para cá, às vezes você tem poucas oportunidades na vida, e eu preferi não perder esta. Preferi arriscar e fiz a escolha certa. É um lugar muito diferente: a língua, a cultura, o jeito de se portar das pessoas, o clima... Mas foi fácil se adaptar com a ajuda do pessoal aqui. Quase todo mundo fala inglês, eu trago comida do Brasil, estou com minha noiva, e o clube tem uma baita estrutura e um poder financeiro muito grande. O presidente gosta do futebol brasileiro, e o clube busca crescer para dar visibilidade à cidade.
Pelé.Net - No Brasil, surgiu a notícia de que você poderia trocar o Shakhtar pelo Sevilla, da Espanha. Houve alguma proposta, e o seu objetivo é ir para um centro maior da Europa?
Ilsinho - Meu procurador me falou sobre o interesse do Sevilla, e depois teve a confirmação de que houve a proposta. Mas o presidente não quis me vender, e não sei se as conversas ainda continuam. Mas com certeza, como o próprio técnico diz por aqui, ninguém quer ficar aqui pra sempre, e tenho esse objetivo de ir para um lugar com maior visibilidade. A própria Liga dos Campeões nos proporciona isso, quando enfrentamos times de grandes centros do futebol europeu e podemos aparecer mais.
Pelé.Net - Hoje você é mais grato ao São Paulo ou ao Palmeiras? Existe alguma mágoa em relação à sua saída do Palmeiras?
Ilsinho - Isso já é uma página virada na minha vida, e não tenho nenhum problema com a entidade Palmeiras e com os torcedores. Tive alguns problemas com pessoas da diretoria quando saí de lá [em 2006], mas é um caso passado. Hoje voltaria ao Palmeiras sem nenhuma mágoa. Mas com certeza tenho mais gratidão ao São Paulo, que acreditou em mim, abriu as portas e deu a oportunidade de eu jogar. Devo muito às pessoas que estão lá e ao Muricy.
Pelé.Net - Alguns jogadores voltaram da Ucrânia recentemente? Isso pode acontecer com você, ou pretende ficar por muito tempo na Europa?
Ilsinho - Tudo pode acontecer, não sei como vai ser meu futuro. Posso ficar aqui até o término do meu contrato, em dezembro de 2012. Posso sair depois da Liga dos Campeões para outro time da Europa, e não descarto voltar ao Brasil também, mas não tive nenhuma proposta até o momento, só essa do Sevilla.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

The Hunter

Por Brenno Costa

Ele não é mais um grande jogador holandês que leva o “Van” no nome, porém tem a capacidade incrível de fazer gols como Van Nilsterooy e já ganhou a admiração do craque Van Basten, que será seu treinador no Ajax nesta temporada. Isso também não é para menos. Klaas Jan Huntelaar, de 24 anos, tem uma média de gols que o coloca alguns degraus acima dos “atacantes comuns”. Em 82 jogos com a camisa do Ajax, por exemplo, “O Caçador” (The Hunter) balançou as redes em 70 ocasiões, o que resulta em uma média de 0,85 gols por partida. Além disso, ficou em terceiro lugar na corrida pela chuteira de ouro da temporada passada com 33 gols. As marcas impressionantes não terminam. Pela seleção da Holanda, são sete tentos em 12 jogos e mais de cem gols em menos 140 partidas na Eredivisie, vários deles de bicicleta (vídeo).

Rejeitado pelo PSV Eindhoven, em 2002, por não ser considerado forte o suficiente para se tornar um centroavante, o atacante, que hoje tem 1,83 metros e 76 quilos, tentou a sorte nos desconhecidos De Graafschap, AGOVV e Heerenveen, até chegar ao Ajax na metade da temporada 2005/06. Nessa Eurocopa, na única vez em que iniciou a partida como titular, marcou um gol na vitória de 2 a 0 da Holanda sobre a Romênia. Com esses números impressionantes, Huntelaar já faz parte dos planos de grandes clubes europeus como Real Madrid, Arsenal e Manchester United e, provavelmente, o técnico Van Basten contará com seus arremates precisos por pouco tempo.

Enquete Blogando Bola

Você acredita que os jogadores do Sport estão motivados para disputar o Brasileirão?



Sim- 54%
Não- 46%




O que fazer para motivar um time que alcançou um título que se imaginava impossível e atingiu o seu objetivo na metade da temporada? Essa pergunta deve rondar a cabeça de Nelsinho Baptista desde que o Sport conquistou a Copa do Brasil. De fato, o rendimento de todos, exceção de Durval e Magrão, deu uma caída. Talvez, a única saída seja botar na cabeça dos atletas que só vai continuar no time da Libertadores aquele que mostrar um bom futebol no Brasileirão.

Independente dessa situação, os leitores Blogando Bola acreditam que os atletas do Sport permanecem motivados para disputar o campeonato.


Equipe Blogando Bola

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Doping financeiro é arma do Vitória para chegar à Libertadores

Matéria escrita por Rodrigo Meneses publicada no Pelé.net


Numa competição longa como o Campeonato Brasileiro, manter a regularidade é mais importante do que conseguir vitórias esporádicas, aqui e acolá. Foi pensando nisso que a diretoria do Vitória instituiu um novo sistema de premiação que substitui o velho e conhecido "bicho".

Em vez de serem recompensados com determinado valor a cada triunfo, e com um percentual deste valor a cada empate, os jogadores do Vitória só recebem algo mais que o salário se conquistarem, no mínimo, de 6 a 7 pontos em ciclos de quatro partidas: de 10 a 12 pontos atingem a premiação máxima e de 8 a 9 a premiação média.

O presidente do Vitória, Jorge Sampaio, e os jogadores se recusam a falar em valores. "Nós fechamos um pacto com os jogadores em que foi decidido que isso não seria revelado", disse Sampaio. "Só posso dizer que é uma quantia muito boa", completou. O meia Ramón também se esquiva. "Sobre dinheiro eu não falo", desconversou o jogador, que foi o porta-voz dos atletas na negociação com os dirigentes.

A TV Bahia, entretanto, divulgou durante a transmissão da goleada por 5 a 2 sobre o Botafogo, na última quarta-feira, que o prêmio máximo seria de R$ 9 mil e o mínimo de R$ 6 mil para cada atleta que tiver participado dos quatro jogos e para os integrantes da comissão técnica. Jogador que fica no banco de reservas tem direito a uma parte do prêmio.

A medida tem por objetivo fazer com que o Vitória atinja ao final do Brasilerão 2008 a meta de 58% de aproveitamento dos pontos disputados, que foi estipulada pela diretoria como percentual ideal para conquistar uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem. A meta é elevada, se for levado em consideração o Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o único clube a terminar a competição com mais de 58% dos pontos disputados foi o campeão São Paulo, com 68%.

Além do campeão, o Brasileiro classifica mais três clubes para a Libertadores. Em 2007, o quarto colocado foi o Fluminense, com 54% de aproveitamento, mas como o clube já havia garantido seu lugar no torneio continental por ter sido campeão da Copa do Brasil, o Cruzeiro ficou com a última vaga, na condição de quinto colocado do Brasileiro, com 53% de aproveitamento.

A nova fórmula de premiação já vem dando resultado. Se o Brasileirão 2008 terminasse após a 11ª rodada, o Vitória estaria classificado para a Libertadores, já que ocupa o quarto lugar, com 20 pontos em 11 jogos: um aproveitamento de 61% dos pontos disputados.

O terceiro ciclo de quatro partidas se encerra nesta quarta-feira, contra o São Paulo, no Barradão. O Vitória já garantiu, pelo menos, a bonificação mínima, ao conquistar seis pontos contra Portuguesa (2 a 1) e Botafogo (5 a 2). Como perdeu do Fluminense por 2 a 1 no último sábado, o time rubro-negro precisa vencer para subir um patamar na escala de premiação.

Até agora, o melhor desempenho foi obtido no segundo ciclo, quando a equipe conquistou 10 dos 12 pontos disputados, e o pior foi o primeiro, encerrado com uma derrota por 2 a 0 para o Ipatinga e apenas quatro pontos conquistados em quatro jogos.

O técnico Vagner Mancini aprova a iniciativa da diretoria. "Com a equipe vencendo, o clube ganha com pontos conquistados e casa cheia, e é justo que os atletas tenham direito a parte destes rendimentos. A fórmula é boa para os dois lados", diz o treinador. Mancini ainda faz a ressalva que o elenco não está preocupado exclusivamente com a premiação. "Os atletas estão muito mais focados no desempenho da equipe na competição e naquilo que eles podem ganhar com projeção no futuro do que estritamente no dinheiro", pondera.

Para o zagueiro Leonardo Silva, a premiação não vai modificar a vontade de vencer da equipe, mas ajuda. "A premiação é para que os atletas tenham uma consciência maior do objetivo a ser alcançado. Felizmente a diretoria do Vitória está fazendo seu papel e a equipe está cumprindo sua obrigação dentro de campo", afirma o zagueiro.

Segundo Jorge Sampaio, a principal fonte de renda para pagamento da nova premiação será a arrecadação nos jogos. "Com o bom momento da equipe, a gente espera um público de 30 mil pessoas no jogo contra o São Paulo", diz.

domingo, 13 de julho de 2008

Deprimente legado


Por Fernando Barros


“Não sei se foi a maior tristeza porque ele estava muito decepcionado com muita coisa que aconteceu esse ano. Se eu falar que não vou ficou triste, vou estar mentindo. Mas que ele contribuiu muito com o Vasco, contribuiu. As pessoas podem até dizer que foi da forma errada, mas ele ajudou”. Foi com essas palavras que Álvaro Miranda, filho de Eurico Miranda (ex-presidente do Vasco), respondeu ao ser perguntado sobre as decepções que seu pai sofrera nesse ano, pouco após perder a eleição para presidente do Vasco para o ex-ídolo cruzmaltino Roberto Dinamite.


O que mais impressiona não é a declaração em si, mas sim o trecho no qual Álvaro diz que seu pai ajudou o Vasco não da forma mais correta, mas que fez de coração. Ora, que tipo de pensamento limitado é esse? Parece mais com os defensores de políticos da estirpe de Paulo Maluf e Antônio Carlos Magalhães que diziam: ele rouba, mas faz. É justamente esse tipo de pensamento que atrasa o nosso futebol. Não importa quais medidas forem tomadas, o importante é fazer seu clube ganhar, mesmo que de forma inescrupulosa, e fazer seu nome crescer politicamente, contanto que seja feito ‘de coração’.


O Vasco parece ter se livrado do seu maior mal, ainda que não por completo, pois Eurico ainda possui prestígio junto a alguns poderosos do clube, porém, Roberto terá muito trabalho para se livrar de toda a escória que ainda permanece no clube. O pior legado que Eurico deixou no clube não foi a sua má administração ou as sombras da corrupção, mas sim, a instauração desse pensamento incorreto, desonesto e imoral que ainda deve permanecer por um longo tempo na cabeça de seus seguidores.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Quando eles vão crescer?

Por Fernando Barros


Nessa semana o Arsenal, anunciou a compra do francês Samir Nasri, que que assumia o posto de ídolo do Olympique de Marselha, principalmente após a saída de Ribéry para o Bayern de Munique. No entanto, o que mais chamou a atenção nessa notícia não foi a aquisição de mais uma das maiores promessas do futebol francês ou a quantia que envolveu a transferência (20 milhões de euros, cerca de R$ 50 milhões), mas sim, da insistente política do Arsenal em trazer jogadores jovens e de pouca “rodagem”.


O ‘novo Zidane’, alardearam os mais entusiastas. Não é pra tanto, o gênio francês possuía um futebol que está a anos-luz do que, até então, apresentou o jovem meia. Mas tudo bem, quando a imprensa quer satisfazer uma torcida, consegue plantar as notícias mais fantasiosas. O grande problema é que, mesmo que apresentasse características semelhantes ao ex-craque marselhês, o atleta tem apenas 20 anos. Não, o problema não é a idade especificamente de Nasri, todos querem contratar bons jogadores jovens, o problema é que o Arsenal abusa disso.




Nos últimos anos, essa cena foi mais que corriqueira: a cada Rosicky (jogador experiente) que o Arsenal contratava, vinham três Fàbregas (jovem promessa). Que Arsene Wenger é um ótimo técnico, ninguém duvida, e que ele é ótimo trabalhando com jogadores jovens, também. Mas, com tantos jovens no elenco e pouca “bagagem”, o time fica sempre marcado como aquele que ‘ia chegar lá’. Faz um bom tempo que o Arsenal não levanta o troféu da Premier League (o último foi na temporada 2003/04), e talvez, seja a falta de experiência que esteja faltando para que as promessas amadureçam mais rápido e que essa política de contratações se reverta em bons resultados.


No último Campeonato Inglês, por exemplo, os ‘Gunners’ lideraram por boa parte do tempo, porém, era consenso dentro da imprensa especializada que faltava ‘chegada’ ao time. Na hora do aperto, a quem os jovens iam recorrer. Ao inexpressivo Hleb (que se encontra em negociações como Barcelona)? Ao inconstante Rosicky? Isso só pra citar os pouquíssimos exemplos de jogadores experientes no clube.


Talvez seja a hora do técnico francês olhar para seu passado recente e perceber que quando o clube londrino apostou em jogadores mais experientes (não necessariamente com mais de 32 anos), o clube viveu o melhor período de sua história, passando mais de um ano invicto na Inglaterra e sendo apelidado de ‘Os Invencíveis’. Talvez seja melhor torrar os milhões de euros gastos nas contratações de Nasri, Walcott e Van Persie em atletas que já possuam uma carreira estável. Foi assim quando o clube apostou em Bergkamp, Wiltord e Pires e viveu seus ‘anos dourados’. Talvez não sejam os jovens que precisam ‘crescer’, mas sim a direção, que ainda não percebeu que só trazer promessas,vão conquistar muitos títulos. O longo prazo do Arsenal é extremamente longo, e a torcida já deve ficar impaciente.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O preço de um contrato

Por Brenno Costa

Quem vê José Roberto Wright como comentarista de arbitragem da Rede Globo pensa que ele ocupa o cargo por ter sido "simplesmente" um grande árbitro. Isso pode até ser verdade. Só que, além disso, ele teve a "inteligência" de aceitar um pedido da emissora carioca.

Para quem não se lembra, em 1982, o ex-juíz entrou em campo na final da Taça Guanabara entre Flamengo e Vasco com algo a mais do que o apito, como é observado na reportagem da Globo. Wright utilizou um microfone para que as conversas no campo fossem flagradas sem que os jogadores imaginassem isso.

Ele ainda teve a capacidade de dizer que nunca falou um palavrão para os jogadores!

Mas para assinar um bom contrato com a Globo, o que algumas pessoas não são capazes de fazer?

Confira o vídeo.



Enquete Blogando Bola

O Náutico continuará neste ritmo até o final do Brasileirão?

Sim- 0%
Não- 100%


Para os Leitores Blogando Bola, o Náutico vai pisar no freio. Independente disso, um fato pode ser comemorado. A equipe da Rosa e Silva não passou perto da zona de rebaixamento nesse Brasileirão. Neste ano, o Timbu mostra maturidade e dá indícios de que se acostumou a jogar a primeira divisão. Que continue assim para o bem do futebol pernambucano.


Equipe Blogando Bola

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Piada

Por Fernando Barros

Só pode ser piada! Pelo menos essa foi a sensação que a notícia de mais uma contratação na abertura da janela de transferências da Europa causou. O Zenit, da Rússia, levou a Copa Uefa com méritos. O meia Arshavin foi o destaque do time na vitoriosa campanha e também da última Eurocopa. Porém, os dirigentes da equipe russa parecem ter perdido o bom senso e anunciaram que querem contratar o argentino Lionel Messi, do Barcelona. E, para que a transferência fique mais ‘aceitável’, eles envolveriam o armador russo na negociação, além de 20 milhões de euros.


Só pode ser loucura o que pensaram os dirigentes do Zenit. Tanto dinheiro inserido pela Gazprom (empresa que ‘investe’ no clube de São Petersburgo), deve ter levado à insanidade os cartolas do time russo. Primeiro, Messi é um jogador inegociável (e o Barcelona não o tirou da Argentina com apenas 12 anos, levou sua família e custeou seu tratamento hormonal para entregá-lo de mão beijada aos zilionários russos). Segundo, até parece que o jovem, um dos melhores jogadores do mundo, vai trocar um clube competitivo, e que é uma ótima vitrine ,para se mudar o ascendente Zenit. Terceiro, nem Arshavin e nem esse dinheiro pagariam a transferência do argentino. Além do fato de que ele só tem 21 anos, enquanto o russo já tem 27.


Das duas uma: ou os empresários russos querem valorizar o atleta do Zenit, principalmente após sua ótimas atuações na Euro ’08, ou realmente estão levando isso a sério e sonham que será possível a conclusão dessa transferência. Parece mais uma piada de mau gosto...

A polêmica da vez

Por Fernando Barros


Vez por outra, a imprensa futebolística do Brasil, parece sofrer de falta de assunto. Não é por acaso que ela fica procurando as mias esdrúxulas polêmicas. Pois bem, a polêmica da vez agora é a questão da ‘paradinha’ nas cobranças de pênaltis. Tudo isso porque três gols, na rodada desse final de semana do Brasileirão, saíram dessa maneira.


Não é mais surpreendente ver noticiários esportivos, ou sites e jornais especializados que se preocupam em debater sobre o assunto, como se o mesmo fosse de uma importância fora do comum. Goleiros, artilheiros, juízes, técnicos e até craques do passado estão sendo chamados para dar sua abordagem sobre o tema.


“Essa paradinha que está sendo usada, até mesmo eu já bati um pênalti assim este ano, ela não pode ser usada. Pode diminuir a velocidade, parar um pouco antes, mas a partir do momento que chega à bola não pode parar, tem de efetuar a cobrança”, protestou o ‘reclamão’ de sempre Rogério Ceni. “É tudo contra o goleiro. O goleiro não pode se mexer e o jogador de linha pode fazer paradinha. Seria melhor dar o gol direto então. Falta na área é gol”, exaltou-se o goleiro Clêmer, do Internacional.


O palmeirense Alex Mineiro tornou-se um dos principais personagens na polêmica da "paradinha"


“Eu acho uma coisa bacana. O legal é que a regra permite. É algo diferente daquele negócio de correr para a bola e dar uma porrada. Isso ajuda no espetáculo, é algo bonito”, foi o que disse Muricy Ramalho, técnico do São Paulo. Já o comentarista Renato Marsiglia, discorda: “Em meu juízo, isso prejudica o espírito do fair-play e se transforma em uma covardia contra o goleiro. Tem jogador que chega do lado da bola e finca o pé no chão fingindo que vai bater, mas pára. É diferente do cara que dá a paradinha durante a corrida. Acredito que tem que ser estabelecido um critério para isso”, afirmou Renato.


Apesar de todos os absurdos que são ditos nessa discussão, todos parecem esquecer que a penalidade máxima trata-se de uma infração e, portanto, é mais do que aceitável que o batedor esteja em vantagem. Se fossem diminuídas as opções de cobrança de pênaltis, tirariam não só uma das ‘artimanhas’, como também beneficiaria os infratores, afinal, a falta foi cometida, dentro da área, para que fosse evitada uma jogada que pudesse resultar em gol. Ou seja, o cobrador deve ter todos os privilégios possíveis.


A principal questão da revolta, não são as diferentes opiniões, mas a falta de atenção que é dedicada aos critérios na marcação dos pênaltis. Pois os juízes brasileiros sofrem de um mal que não parece ter fim: caiu na área é pênalti. A discussão sobre a simulação ou não é muito mais pertinente do que discutir os recursos dos batedores. O problema é que, aqui no Brasil, estamos cansados de ver inúmeros artilheiros que se consagram apenas batendo pênaltis.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Dunga: “Estou puto, mas estou tranquilo”

Entrevista feita pelo jornalista Luciano Borges para o Blog do Boleiro

O técnico da seleção brasileira tem um jeito Dunga de explicar como está se sentindo: “Estou puto, mas estou tranquilo”. Em casa na cidade de Porto Alegre, o treinador pensa e repensa tudo o que passou nos últimos dias com a equipe do Brasil. E acha que está sendo pressionado para ceder nas restrições que impôs à imprensa, especialmente à TV Globo.

Em conversa por telefone com o Blog do Boleiro, Dunga explicou porque não utilizou atletas em idade olímpica nos quatro últimos jogos, porque dispensou Kaká, o que achou do desempenho da seleção nas partidas das eliminatórias e também se foi mesmo atropelado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na convocação antecipada de Ronaldinho Gaúcho para a equipe olímpica.

A seguir, a entrevista com Dunga:

Dunga, como você está?
Tranqüilo. Estou puto, mas estou tranqüilo. Sei que querem a minha cabeça porque criei uma zona de desconforto para quem estava acostumado a cobrir a seleção brasileira sem sair de casa. Porque tinham a escalação, o time, as preferências do treinador. Mas isto mudou.

De quem você está falando?
Queira ou não queira, a poderosa manda e os caras que trabalham para ela acham que mandam. Não digo que seja a TV Globo, mas alguns profissionais que trabalham lá e estavam acostumados com privilégios e não têm mais. Lá nos Estados Unidos, vieram pedir para entrevistar um jogador à uma da manhã. Disse não. Eles foram à loucura. Um câmera ficou dizendo que ia falar com A, B ou C, mas falei que não. Não tenho culpa se os caras chegaram atrasados em três dos quatro treinos que dei. Não é meu problema se o cara perdeu a hora passeando no shopping. E eu disse para o cara: “Não vai jogar a responsabilidade em cima de mim”. Depois dizem que o Dunga é carrancudo. Tenho senso de justiça.

As relações entre você e os jornalistas estão estremecidas?
Comigo, os repórteres perguntam tudo e eu respondo tudo. O que fiz foi atender o que 95% da mídia pediu e 100% da população brasileira queria: coloquei ordem, acabei com a festa que foi na Copa do Mundo de 2006. E estou atendendo o que o meu patrão determinou.

Mas a reclamação não é só dos profissionais da Globo.
Veja como são as coisas. Os caras que a vida toda reclamaram dos privilégios de uma emissora, agora se juntam com ela para meter o pau. Quem reclamava das tendas de algumas tevês que cobriam os treinos e faziam entrevistas na hora que queriam, agora tem tratamento igual. Mesmo assim, reclamam. Mas não vou dar nada para ninguém. Mas está tudo dez. Sei que os caras vão fazer leitura labial comigo, mas não mudo de posição. Estou tranqüilo.

Você está na corda bamba?
Já disse. Esta pergunta deve ser feita para o presidente da CBF. Mas, veja bem, quando o Ricardo Teixeira me contratou, ele deixou claro que nossa conversa seria direta, sem interlocutores. Falo direto com ele. E não fazemos nada sem planejamento. O Ricardo recebe relatórios de tudo o que vamos fazer, quem convocamos, porque convocamos, qual o nosso objetivo. Funciona como uma empresa.

Quando você conversou com ele pela última vez?
Ontem à noite, por telefone.

Você sabia da convocação do Ronaldinho Gaúcho para a Olimpíada?
Esta idéia vem amadurecendo na comissão técnica há três meses. Passamos para o presidente Ricardo Teixeira e ele assumiu o encaminhamento dela. A gente teve que deixar o cara bater no fundo para ajudá-lo. Mas eu não podia ir até o jogador, me expor. Por isso, o Ricardo disse: ‘Deixe que eu mesmo falo com ele’. Ele não está machucado. Mas não joga há três meses. Por isso, o Paulo Paixão (preparador físico) vai trabalhar com ele. Agora, o Ronaldinho sabe que vai viajar na classe econômica, junto com o resto do time. E tem que estar disposto a treinar.

O que você pode dizer sobre este caso do Kaká? Você está realmente chateado com ele?
Não estou. Eu quero contar com os melhores. Não sou maluco. Não sou doente. O que eu falei foi o seguinte: ele precisa estar bem para disputar os dois jogos das eliminatórias. O que eu ouvi foi que para o primeiro jogo não dava e talvez desse para o segundo. Aí não seria possível. Ele não está bom para jogar hoje.

Ele disse no programa “Bem Amigos”, no Sport TV, que não gostou muito do jeito como foi cortado.
É mas ele mesmo disse também que jogou machucado em 2006 e não faria isto mais. Mas eu pergunto: por que jogou cinco meses no Milan com o problema no joelho? O que eu ouvi era que ele talvez pudesse, talvez não pudesse jogar os dois jogos. Ou tem ou não tem condições. Ou então chega e diz “eu vou pro pau”. Agora, para impedir o Kaká de ir à Olimpíada, é o Milan que decide. Mas para jogar nas eliminatórias, é o Kaká que decide.

O que houve então, um mal entendido?
Eu sempre digo aos jogadores que eles só podem acreditar naquilo que sai da minha boca. Só vale quando eu falar. Nunca disse que não queria o Kaká ou o Ronaldinho Gaúcho. Quero contar sempre com os melhores. Quero os melhores, em condições de jogar.

Mas o Ronaldinho nem está jogando.
Esta situação é uma exceção, fizemos um planejamento para ele jogar. Para mim, todo mundo é importante, do Júlio César ao Ronaldinho, passando pelo Maicon, Lúcio, Juan, Anderson, todo mundo.

No meio desta situação, a Olimpíada veio para atrapalhar?
Não vai atrapalhar, vai ajudar.

Mas até para este amistoso no Rio você já teve que dispensar dois jogadores.
O Fluminense divulgou quando ia viajar para o Equador? Não. Quando eles pediram a dispensa do Thiago Neves e do Thiago Silva, não me opus. Não vou atrapalhar a vida de ninguém.

Vocês dispensaram o Alex Silva e o Hernanes do São Paulo?
Não. Até porque ninguém falou comigo. Se falassem comigo, dissessem que precisam deles, a gente podia fazer um acordo. Eles jogariam uns 60 minutos no sábado e eu os colocaria para jogar uns 40 minutos no domingo.

Esta má fase que a seleção está passando não pode queimar jogadores como, por exemplo, o Diego?
Eu sempre digo: seleção é pressão. O cara não pode se queimar. Eu dou oportunidade. Veja o caso do Luisão: nos quatro anos antes de eu assumir, ele jogou dois jogos pela seleção. Comigo, em dois anos, já disputou seis. É saber aproveitar. Tem cara que diz que precisa de sequência de jogos. Isso vale para times e não para seleção. Seleção é confiança. O jogador tem que dizer “tenho cinco, dez minutos para jogar e vou dentro”. Viu o Anderson? Como ele entrou contra o Paraguai?

Contra o Paraguai, a seleção não conseguiu parar o contra-ataque e a jogada de bola parada.
Isso é o mesmo que dizer que a Itália joga no contra-ataque. Todo mundo sabe disso. A gente sabia que o Paraguai tem essa característica. Mas sofremos dois gols em falhas que acontecem no jogo. Contra a Argentina, sabíamos que dos oito gols que eles tinham marcado nas Eliminatórias, seis foram em jogadas de bola parada. No Mineirão, eles repetiram estas jogadas várias vezes. O que aconteceu? Nada. O time melhorou. Comparando com os argentinos, eles somaram dois pontos e nós um nestes dois últimos jogos.

O Brasil não jogou mal?
Contra a Venezuela, jogou mal mesmo. Contra o Paraguai não fomos bem. Mas contra a Argentina, o time melhorou. A gente queria ganhar o jogo, mas enfrentamos a Argentina.

Por que você não aproveitou os amistosos nos EUA (contra Canadá e Venezuela) para testar jogadores em idade olímpica?
É outra crítica que fazem sem saber que planejamos tudo, pensamos antes de tomar decisões. Para as eliminatórias, os jogadores estavam no final de temporada, 15 dias parados. Se coloco um time olímpico, eles iam ficar mais 15 dias. Como o time poderia ir bem nas eliminatórias? Assumimos um risco calculado. Se a gente tivesse certeza seria melhor.

Você está se sentindo pressionado?
Não pela CBF. Sei que os caras querem me botar contra a parede para que eu ceda. Mas não vou mudar. Já me reuni com eles, eles falam que tem os melhores profissionais, os melhores equipamentos, mas isso não muda nada do que me propus fazer na seleção. Queriam seriedade e temos seriedade.

Os jogadores entendem isso?
O grupo é muito responsável. Temos alguns atletas experientes como o Gilberto Silva, Gilberto, Lúcio e Juan que orientam os mais novos. Eles sabem que só quero que eles tenham responsabilidade. Trato os caras com o maior respeito. O próprio grupo puxa quem está se desviando um pouco. É uma tarefa importante jogar pelo Brasil. A situação do país requer algumas mudanças. Tenho a oportunidade de mudar esse aspecto. Ninguém leva vantagem aqui. Para mim, o que vem primeiro é a seleção brasileira.

Você teme ser demitido?
Sou bem sucedido na vida. O que tenho dá para viver. Sempre digo que Deus me deu um dom, que é o de jogar bola, e eu acrescentei algumas coisas. Eu estou na seleção porque sempre achei que seleção não é escolha, é missão. Para mim, primeiro é o trabalho e não o emprego. Mas estou tranqüilo. Aquilo que me propus a fazer, renovação e o fim das mordomias de alguns setores da mídia, estou fazendo.

Enquete Blogando Bola

Com a classificação à Libertadores assegurada, o Sport terá motivação para a disputa do Brasileirão?


Sim-80%
Não-20%


Tenho lá minhas dúvidas sobre o desempenho do Sport nesse Brasileirão. Talvez, seja um campeonato meia-boca. Ganha em casa e luta para arrancar um pontinho fora de casa. A tríplice coroa é um sonho distante. Mas a Libertadores também era...



Equipe Blogando Bola

Meu caro Robinho

Postagem escrita por André Rizek para o blog Carta Bomba

Circula por aí que você anda meio borocoxô por causa do Cristiano Ronaldo... Seu clube, o Real Madrid, quer abrir os cofres por causa do português e ainda existe a chance de você ser mandado para a Inglaterra, como um troco. Imagino como isso esteja doendo. Justo você, Robinho, que se acha o maior, de repente virar troco...

Afinal, Robinho, depois do drible famoso na partida com o Equador, você passou a atender ao telefone fazendo uma pergunta: “Quem é o melhor do mundo, quem?”. E sorria depois de as pessoas responderem “Robinho”. Ou torcia o nariz quando alguém respondia “Kaká”. Normal você se achar o melhor. Quem mais acharia?

Pena que o título de rei de futebol esteja apenas em seu espelho... Quer saber, Robinho? Aqui lhe escreve alguém que acha você foda! Um craque de verdade, que tinha tudo para passar o Ronaldinho Gaúcho quando chegou à Espanha (escrevi isso para o Diário Marca na época...)

Você joga muito. Mas deslumbrou... O personagem ficou maior que o jogador. A badalação do Real Madrid engoliu você.

Fico imaginando como deve ser dura esta eventual ruptura com o Real. Você se achava o máximo, no topo do mundo, camisa 10 do clube-show do futebol mundial. O rosto de um time mais acostumado às badalações do que às taças. Normal que neste contexto você tenha pegado mais gosto pelas badalações que pelas taças também. O Real treina só de manhã, né... À tarde é ganhar dinheiro com os tais “compromissos comerciais”. E viver a vida. Um vidão!

Mas de repente o clube quer trocá-lo pelo jogador que hoje é tudo aquilo o que você gostaria de ser...

Quer um conselho? Não faça biquinho. Vá para o Manchester feliz. Vá trabalhar com Sr. Alex Ferguson. Vá para um clube sério de verdade, ralar para voltar a ser o craque que você era no Santos. Você era bem melhor aqui no Brasil, Robinho, antes de virar um deslumbrado.

Boto fé no seu futebol, meu caro, de verdade. Alguém que jogou tudo aquilo de 2002 a 2005 tem mais que o direito de querer ser o maior do mundo: tem o dever. “Ah, mas era no Campeonato Brasileiro”, dirão alguns. Na média, o Brasileirão tem melhor nível que o Espanhol e você sabe bem disso.

Você pode ser o melhor do mundo, sim. Mas não no Real Madrid. Ele não fez bem para o seu futebol. Você regrediu. No Manchester, talvez o time mais ofensivo do mundo, você pode compor um trio sensacional com Tevez e Rooney (vai ter que ganhar a posição, pois chegará como reserva). É capaz até de fazer os ingleses esqueceram Cristiano Ronaldo. Aceite este desafio de peito aberto e com humildade. Faz bem para qualquer pessoa descer um degrau de vez em quando, ver que não é tudo aquilo que acha que é. Volte a sujar o calção, treine pra valer.

A Espanha é um país extraordinário para se viver, as espanholas são uma coisa e as baladas de Madrid, inigualáveis. Mas o futebol de verdade, veja o Felipão, hoje em dia está na Inglaterra. Vença lá. E será, enfim, o grande craque que você acha que já é.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Você acredita nos Perrellas?

Postagem escrita por Dassler Marques para o Blog da Trviela

A direção cruzeirense está encantada. Montou um time fortíssimo para os padrões daqui, praticamente com valores da base - como Guilherme e Thiago Heleno - e pinçada com um olho aguçado - como Ramires, Charles e Marcelo Moreno, já vendido para o Shakhtar. Rodeada por propostas, jura que pretende manter o time para brigar pelo título brasileiro. Dá para acreditar?

Em 2003, o clube já conquistara a Copa do Brasil e o Mineiro quando vendeu Deivid, o principal atacante, para o Bordeaux. A sorte é que chegou Márcio Nobre e Alex conseguiu segurar a onda.
Em 2004, Gomes, Alex e Leandro, foram negociados, também, no meio do Brasileirão.

No ano seguinte, os Perrellas venderam simplesmente Fred, melhor centroavante do país na época, no momento em que o clube se apresentava como candidato ao título, além de Athirson, titular e em boa fase. Em 2006, foi a vez de Wagner, então o melhor jogador do time, ser vendido. Gil, Fábio Santos e Edu Dracena, capitão do time, seguiram também para a Europa. Por fim, em 2007, Araújo saiu para engordar os cofres, juntamente com o jovem Luizão e Rômulo, então em baixa.

Você acredita nos Perrellas?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Charge do Jornal do Commercio


Enquete Blogando Bola

Você gosta do futebol da Seleção de Dunga?

Sim- 10%
Não- 90%



Sem comentários.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Problemas

Postagem escrita por Caio Maia para o Blog da Trivela

É claro que perder para o Paraguai, por si só, já é um problema. E que o técnico da Seleção brigar com os dois melhores jogadores do time é outro. Perto do maior problema que o Brasil enfrenta hoje, entretanto, isso tudo é café pequeno.

O Brasil não conseguiu marcar um gol no Paraguai com dez jogadores. Não é só isso, já que a zaga guarani poderia ter tido um dia espetacular. O problema é que em nenhum momento o Brasil deu mostras de que tinha alguma idéia sobre o que fazer para chegar ao gol. Pareceu, durante toda a partida, o Corinthians de 2007.

Não se trata mais de gostar de Dunga ou não: é evidente que o ex-volante não é técnico. É evidente que sua presença ou não no banco não muda nada. É evidente que, se chegarmos à Copa do Mundo, vamos, de novo, depender do talento de alguns craques se sobressair à burrice e incompetência de nossos dirigentes.

Torço para que Dunga fique. O vexame tende a ser tão grande que é provável que respingue em Ricardo Teixeira.

Em tempo: não é impossível que, com a mesma escalação, o Brasil goleie a Argentina no Mineirão. O que é impossível é que alguém possa levar a sério a possibilidade de que Dunga tenha qualquer mérito se isso acontecer.

domingo, 15 de junho de 2008

Seleção do Paraguai

Por Brenno Costa



Escrevo isto no intervalo da partida entre Brasil e Paraguai. Já não me interessa o resultado.

Torço pela derrota do Brasil. Não dá para aceitar um time como este. Maicon, Gilberto, Josué, Mineiro e, até, Gilberto Silva não podem mais estar no time titular da seleção. Na minha, nem seriam convocados. Para acertar um passe está difícil!

Para não só criticar, digo as minhas opções. Para lateral-direito, tem Cicinho, Rafinha, Daniel Alves e, até mesmo, Ilsinho. Podem até dizer que eles são ofensivos e que não marcam bem. Mas falo de Seleção Brasilieira. Quem tem que jogar atrás são os outros adversários. Na lateral esquerda, tem Marcelo, titular do Real Madrid e que evoluiu bastante nessa temporada.

No meio-campo, tem Lucas, Ramires, Anderson, Hernanes... São todos jovens. Mas já que Dunga começou com o papo de renovação, não tem fundamento continuar com Josué, Mineiro e Gilberto Silva.

Os papéis se inverteram. Ninguém tem mais medo da Canarinha. O Paraguai joga ofensivo, e o Brasil retrancado.

Com o perdão do trocadilho, essa seleção de Dunga é do Paraguai.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O caldeirão ferve

O 'pênalti' em Acosta

Postagem escrita por Juca Kfouri no blog da Uol

Escrevi ontem que aparentemente houve pênalti de Magrão em Acosta.

Fosse eu o árbitro e teria marcado a falta.

E hoje estaria arrependido...

Depois de ver o lance dezenas de vezes, calmamente, de todos os ângulos com as imagens da Globo e da Band, conclui que não houve o toque no atacante corintiano.

E comparar o lance ao de Fábio Costa em Tinga, em 2005, só pode ser brincadeira.
Caros corintianos, aprendamos todos a perder.

A vitória do Sport foi incontestável e seria mesmo se o pênalti tivesse acontecido.

Até porque não só não há garantia de que o pênalti viraria gol como, também, é bom não esquecer de um gol que nasceu de uma falta corintiana no jogo do Morumbi.

Lance corriqueiro, aliás, como seria a marcação do pênalti.

Seria errada, mas não seria um "roubo", tanto que Arnaldo César Coelho (como eu) achou que foi e Renato Marsiglia achou que não foi.

Um é carioca, o outro é gaúcho, e estão pouco se lixando para o Sport ou para o Corinthians.

Dói menos, eu garanto.

Repito: aprendamos a perder.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Enquete Blogando Bola

Quem é o maior culpado no incidente do jogo entre Náutico e Botafogo?


André Luís- 45%

Náutico- 0%

Polícia Militar- 33%

Federação Pernambucana- 0%

O árbitro José Luís Seneme- 22%


FPF, Polícia Militar, André Luís e arbitragem. Todos esses podem ser culpados pelo incidente nos Aflitos, menos o Náutico.

A parcialidade da imprensa causa asco, repúdio. É uma vegornha!

Obrigado pela participação e continue de olho no Blogando Bola.


Equipe Blogando Bola

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A ética passa longe

Por Brenno Costa

Durante essa semana, estamos assistindo a um festival de parciliadade. A impressa mostra apenas uma visão, não dá direito de resposta ao Náutico e, quando o faz, são por míseros segundos.

Depois da vitória do Corinthians sobre o Sport... nem se fala. Ninguém fala em punir Hebert Roberto Lopes após o Timão ser ajudado em mais uma final da Copa do Brasil. Lembra daquela contra o Brasiliense?

Tudo sai como eles querem e planejam.

Por isso, dou a sugestão de não se assistir televisão. Faça o teste. Após alguns dias, você perceberá que ela não faz falta. Além disso, se verá livre de más influências. Mas se não resistir, aconselho a assistir a programas locais.

Voltando a parcialidade da imprensa, até o humor foi contaminado com ela. Apesar de ser uma brincadeira, o pessoal do Kibe Loco está pendendo para o lado de lá. Confira o vídeo.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Sport chega na final com campanha melhor do que em 89


Por Brenno Costa


Depois de passar pelo Vasco e conseguir uma classificação dramática (vídeo), o Sport garantiu uma vaga na final da Copa do Brasil pela segunda vez na história do clube. Em 1989, o Leão da Ilha chegou a final, mas perdeu para o Grêmio. Dessa vez, os rubro-negros podem estar mais esperançosos já que os números deste ano apontam para uma campanha superior a de 19 anos atrás.


Nesta Copa do Brasil, o Sport se mostrou arrasador jogando dentro de casa. Até o momento, foram disputados dez jogos, com sete vitórias, um empate e duas derrotas. Isso resulta em um aproveitamento de 66,7%. Das sete vezes em que saiu vencedor, o Leão estava jogando no seu domínio em seis. Além disso, dos 21 gols marcados na competição, 17 foram feitos na Ilha do Retiro.


Já em 1989, a situação foi um pouco pior. As partidas do Sport foram marcadas pelo baixo índice de gols. Em dez jogos, o Rubro-negro fez oito gols e sofreu seis. Além disso, o time teve um aproveitamento de 50%, com quatro vitórias, três empates e três derrotas.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Enquete Blogando Bola

O Náutico acertou ao contratar Leandro Machado para técnico?

Sim- 78%
Não- 22%

Se a estréia servir como espelho para o restante da história de Leandro Altair Machado no Náutico, a torcida do Timbu pode ficar tranquila. Apesar de ser cedo para analisar, o treinador deixou uma boa impressão ao montar um esquema que favorece a versatilidade de Ruy.

Obrigado pela participação! Continue de olho no Blogando Bola!

Equipe Blogando Bola

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Torcedor como qualquer outro

Por Brenno Costa

Ao contrário do que muitos pensam, os cronistas esportivos têm seus times de coração. Afinal, para gostar e entender de futebol é necessário acompanhá-lo antes de ser tornar um profissional e, para isso, nada mais natural do que ter um time de coração.

A Revista Vip mostra quais os times dos jornalistas esportivos mais conhecidos:


TV Globo
Galvão Bueno – Flamengo
Cléber Machado – Santos
Luís Roberto – São Paulo
Mauro Naves – Corinthians
Sérgio Noronha – Vasco

TV Bandeirantes
Nivaldo Prieto – Palmeiras
Luciano do Valle – Ponte Preta
Mauro Beting – Palmeiras
Milton Neves – Santos

SporTV
Luis Carlos Jr. – Fluminense
Milton Leite – Corinthians
Paulo César Vasconcelos – Botafogo
Alex Escobar – América-RJ
Renato Maurício Prado – Flamengo
Marcelo Barreto – Flamengo
Alberto Helena Jr. – São Paulo
José Roberto Wright – Fluminense

ESPN Brasil
José Trajano – América-RJ
Paulo Vinícius Coelho – Palmeiras
Mauro César Pereira – Flamengo
Paulo Calçade – Corinthians
Antero Grecco – Palmeiras
Sílvio Lancellotti – Corinthians
Soninha – Palmeiras
André Plihal – São Paulo
João Palomino – São Paulo
Paulo Amigão Soares – São Paulo
Fernando Calazans – Flamengo
Juca Kfouri – Corinthians

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Novo atacante na Ilha?

Por Brenno Costa

Que o Sport procura um atacante, isso não é novidade. Mas quem será?

Segundo o radialista Salvino Lopes, em participação no programa Bate Bola, da TV Universitária, o novo jogador do Leão da Ilha pode ser o atacante Rico.

Para quem não lembra, ele despontou no futebol quando atuou na Portuguesa Santista ao lado de Souza. Depois do sucesso, voltou para o São Paulo, que era o clube detentor de seus direitos federativos. A partir daí, começou a declinar e teve passagens apagadas em clubes como o Grêmio.

Rico aparece na foto ao lado de Luís Fabiano e Carlos Alberto


Atualmente, o atacante, que é pernambucano, está no futebol de Bahrain e é considerado ídolo (não que isso queira dizer muita coisa!).

Segundo Salvino Lopes, Rico que jogar em Pernambco porque sua mãe está doente.

É difícil analisar se o atleta será um bom reforço. Há tempos que não aparece na mídia e atua em um futebol fraco e desconhecido.

Marcelinho monta centro para receber seleções na Copa de 2014

Matéria escrita por Renan Prates para o site Pelé.net


Mesmo não tendo ainda abandonado a carreira de jogador de futebol, o meia Marcelinho Carioca, do Santo André, já pensa em outras ações além dos gramados.

Uma delas é ambiciosa: em uma área de 192 mil metros quadrados em Atibaia (interior de São Paulo), Marcelinho está construindo o MC Sports Center, um mega-empreendimento que pretende, entre outras coisas, servir como sede para um dos países participantes da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

"Já fizemos alguns contatos com vários empresários ligados à Europa para atingir esse objetivo. Alguns deles até já visitaram o local", contou o meia do Santo André.


"Nossa intenção, também, é receber a seleção brasileira para algum amistoso, pois o centro é de altíssimo padrão. Já conversei inclusive com o Jorginho [auxiliar-técnico] sobre isso", declarou Marcelinho, que projeta também se reunir com o técnico Dunga e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para viabilizar a sua idéia.

Marcelinho contou ao UOL Esporte que serão quatro campos de futebol, "dois com metragem igual a do Morumbi e dois com metragem igual a do Pacaembu".

Segundo o jogador, serão trinta suítes destinadas a atletas de futebol, além de outras 25 que servirão como sistema de hotelaria, para eventos de empresas.

O "Pé de Anjo", que prefere não divulgar quanto custará o empreendimento, espera que em dez meses todas as obras estejam concluídas. "Com certeza todas as equipes que descerem no aeroporto de Guarulhos terão um local para se hospedar, treinar e ir para os jogos a menos de 30 minutos de distância", vislumbrou.

Além de criar o centro de excelência, Marcelinho adiantou que o local sediará a EFA (Escola de Formação de Atletas). "Queremos formar o jovem adolescente um cidadão. Lá eles treinarão, se alimentarão e estudarão", disse o jogador, lembrando que o meia-atacante Willian, do Shakhtar Donetsk, foi revelado na sua escolinha em Santo André.

Marcelinho contou que participará ativamente do empreendimento, mesmo estando ainda em atividade pelo Santo André. "Ainda não defini meu papel, mas atuarei basicamente como um gestor, trazendo os clubes, olhando os atletas. Estarei diretamente nisso".

O meia disse que o projeto é totalmente privado, e que será sustentado pelo aluguel dos clubes/empresas e pela publicidade que será feita no local. O lançamento oficial do MC Sports Center deverá acontecer na próxima semana. "Estou realizando um sonho".

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Só o Corinthians está na final?

Por Brenno Costa



Se depender da crônica esportiva, a resposta para a pergunta feita no título é sim. É incrível a parcialidade da imprensa após o Timão garantir vaga na final da Copa do Brasil.

O programa Jogo Aberto, da Band, é o maior exemplo disso. É do perfil da "atração" comandada por Renata Fan dar destaque para os times de São Paulo. Só que, dessa vez, extrapolou. "Corinthians está na final da Copa do Brasil!", "Felipe, cruze os dedos para acompanhar o resultado do sorteio da CBF"... Entre outras frases.

E nos sites esportivos? A mesma coisa... Talvez pior. Não teve uma manchete com o mesmo destaque que se deu para o Corinthians.

Pior para o Sport. Terá que jogar contra a mídia, a arbitragem, a torcida do Timão e o próprio Corinthians. É muito adversário para um único time.

Decisão obriga TV a transmitir futebol para o Mato Grosso

Matéria escrita por Rodrigo Vargas para a Folhapress

A Justiça de Mato Grosso concedeu liminar que obriga a "TV Globo" a transmitir jogos de futebol ao vivo nas noites de quarta-feira para o Estado. A decisão atendeu a pedido da Defensoria Pública do Estado, que acionou a emissora pela exclusão das partidas do meio de semana da grade de programação.


A mudança foi feita após a entrada em vigor, em 8 de abril, das regras de classificação indicativa do Ministério da Justiça.


Mato Grosso tem uma hora a menos em relação ao horário de Brasília. Para exibir sua principal novela no horário estabelecido pelo órgão (21h), a emissora teve que avançar sobre a faixa destinada ao futebol. Em compensação, vem exibindo um compacto dos jogos após o último telejornal da noite.


Em sua decisão, o juiz Gonçalo Barros Neto negou que a ordem seja intromissão estatal na autonomia das emissoras."As requeridas [Rede Globo e TV Centro América, afiliada em MT] não podem fugir do compromisso que assinaram nas respectivas concessões, pois é de dever que observem o interesse público, tornando-se não-razoável o impedimento a que milhares de mato-grossenses terão com a não-vinculação de imagens ao vivo dos jogos de futebol, o qual, como frisado, é inconteste manifestação cultural do povo brasileiro", disse o juiz, que fixou multa de R$100 mil por jogo não transmitido.


Para os defensores do núcleo de Direitos Coletivos, autores da ação, a mudança privou os telespectadores mato-grossenses de um "patrimônio cultural do país". Apontaram ainda "tratamento diferenciado" por parte da emissora.


O juiz afirmou na decisão não ter dúvida da importância cultural do futebol no país."É tão importante para os brasileiros que já foi, no passado, utilizado politicamente como lenitivo [conforto] após notícias televisivas a trazer tristezas, como as da economia, do aumento de impostos, da gasolina e até do fechamento de um dos poderes da República."


A reportagem procurou a afiliada da TV Globo em Mato Grosso para comentar a decisão, mas foi informada de que apenas um dos diretores, que estava em viagem, poderia falar a respeito do assunto.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Besta é ele!

Por Brenno Costa

Do "alto de sua ingenuidade", Mano já começa a pressionar a arbitragem



Todo mundo sabe que a imprensa nacional tem seus favoritos, até por questão de audiência. E os "favoritos" são sempre aqueles que têm, por coincidência ou não, as maiores torcidas.

Um dos queridinhos é o Corinthians e o seu "bando de loucos". Boa parte da crônica esportiva mostrou todo seu descontentamento com o merecido rebaixamento do clude do Parque São Jorge.

Para a alegria dela, em um ano que parecia perdido, o time de Mano Menezes "achou" uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. Com sorte (ou não), só encarou clubes com nível técnico baixo até que esbarrou no Botafogo.

No Engenhão, mostrou um bom futebol. Porém, Mano Menezes já começou a falar mal da arbitragem. Dizendo que, no Brasil, as pessoas começam a ter pena dos que perdem muitos títulos e que, por isso, começa a ajudar e mais blá, blá,blá.

Quem viu o jogo, sabe que não houve erro.

Porém, o treinador do Alvinegro já começou a dar declarações sobre a arbitragem, desta quarta-feira, para fazer aquela famosa pressão.

"Estou tranqüilo porque o Cuca disse que vai fazer umas orações, e eu acredito muito em orações. Todos nós estamos torcendo para que o árbitro faça uma arbitragem melhor do que a do Rio de Janeiro, porque me parece que é do senso comum que fomos prejudicados lá", afirmou à imprensa.

Cá pra nós, está mais do que claro que o treinador está tentando forçar um erro da arbitragem para favorecer seu time. Se o Evandro Sérgio Roman e seus auxiliares forem do tipo que acompanha o que fala de seu desempenho, certamente, já entrarão condicionados a pensar duas vezes antes marcar algo que possa definir a desclassificação do Corinthians.

Para dizer a verdade, se for para favorecer alguém, seria muito mais conveniente dar uma mãozinha para o Coringão.

Já imaginou o time na final da Copa do Brasil? "Timão a dois jogos da Libertadores", "Timão elimina Bota e fica muito perto da Libertadores"... Manchete tendenciosa é o que não iria faltar.

Enquanto isso, Mano Menezes continuará fazendo pressão na arbitragem. Afinal, besta é ele!

Enquete Blogando Bola

Qual time ganhará a Copa do Brasil?


Botafogo- 10%
Corinthians- 32%
Sport- 52%
Vasco- 6%





Realemente, o Sport tem mostrado ser o melhor time dos quatro que continuam na Copa Brasil. É bem provável, se não houver alguma ajudinha, que o Leão da Ilha siga na competição e dispute a segunda final de sua história no torneio (a primeira foi contra o Grêmio em 1989). O único problema é que se o Corinthians passar, o que vai ter de gente torcendo...

Obrigado pela grande participação e continue de olho no Blogando Bola.



Equipe Blogando Bola

Depressão pós-trauma

Matéria escrita por Dassler Marques para o site da Revista Trivela



É normal, faz parte da bola. Embora todos sejam profissionais e ganhem bem por isso, não são prestadores de serviços como qualquer outro. Até a torcida sente e geralmente não comparece para prestigiar. As eliminações na Libertadores, sempre, geram uma depressão imediata.

São Paulo e Santos, neste domingo, sofreram isso na pele e colheram resultados ruins. Não é exatamente novidade. Em 2007, o Internacional, além da dupla San-São, já havia passado por situação semelhante. Quando o Colorado despertou, porém, já era tarde.

No Mineirão, o Santos até conseguiu equilibrar alguma coisa no primeiro tempo contra o Cruzeiro. Teve duas boas chances, mas perdeu pela lentidão de sua zaga. A Raposa foi mais esperta e com muitas infiltrações e contra-ataques, poderia até ter vencido por um placar mais dilatado. O segundo tempo santista foi horroroso e a desmotivação apareceu a partir dali.

Em casa, o São Paulo foi a mesma equipe gelada, tal qual havia sido após cair diante do Grêmio nas oitavas da Libertadores passada. Pouco público, pouca inspiração, e apenas um empate contra o Coritiba, que ainda teve um pênalti não marcado a seu favor.

O primeiro efeito das eliminações foi colocar pressão sobre seus treinadores. Muricy Ramalho, que já não é unanimidade no Morumbi até quando vence, recebeu surpreendente apoio de quem não costuma lhe elogiar publicamente. Emerson Leão, principalmente após perder para o Cruzeiro, começa a ouvir críticas. Estas, para ambos, porém, são injustas, de modo geral.

Muricy Ramalho até pode ser criticado por algumas coisas. O São Paulo cria pouco, não prende a bola na frente, não tem um meia que pense o jogo. O treinador tem culpa por isso quando escala jogadores como Leandro, Éder Luís e Hugo na função. O tricolor, há tempos, é uma equipe com enfoque físico, muita marcação e bola aérea. E só.

Emerson Leão vai bem na Vila Belmiro, como em suas passagens anteriores. Faz o que pode com um elenco fraco em relação ao que teve o Peixe nos últimos anos. As críticas, então, devem se voltar para a direção, que pouco se mexe para dar mais material ao treinador. Se ele trabalha bem, logo, merece mais recursos.

No próximo domingo, Santos e São Paulo fazem clássico na Vila Belmiro. Eis, então, a chance de uma das equipes vencer um jogo importante e reencontrar o foco para uma Série A muito longa, mas que não perdoa irregularidade. Da forma que vem se mostrando equilibrado, o campeonato deve punir, ao final, quem perdeu pontos tolos.

Assim, então, melhor para Cruzeiro e Flamengo. Mesmo caindo na Libertadores de forma decepcionante, ambos não hesitaram e já despontam na liderança do Brasileiro. Equipes fortes, com bons elencos e treinadores competentes. Se São Paulo e Santos dormirem muito no ponto, chorando as mágoas pela eliminação continental, quando acordarem pode ser tarde.

sábado, 24 de maio de 2008

Romerito: o patinho feio que virou ídolo no Sport

Matéria escrita por Lucas Fitipaldi para o site Pelé.net




Os três gols contra o Palmeiras, na Ilha do Retiro, chamaram a atenção. Naquela noite do último dia 30 de abril, o meio-campista Romerito apresentou o seu cartão de visitas ao Brasil. Uma atuação de gala na incontestável vitória que levou o Sport às quartas-de-final da Copa do Brasil. Espanto geral para Luxemburgo e os seus comandados.

Em Pernambuco, porém, a exibição do jogador de 34 anos não foi vista com tanta surpresa. Eleito o craque do Campeonato Pernambucano 2008, Romerito foi o principal comandante do time rubro-negro na conquista do tricampeonato estadual. Sua versatilidade e eficiência o transformaram no principal nome do Sport na atual temporada. Não por acaso, esse goiano de jeito desengonçado com a bola nos pés, é hoje ídolo da torcida rubro-negra.

Aos 34 anos, Romerito Mendonça Sobrinho vive o melhor momento da carreira. Autor de 15 gols este ano, 10 pelo Pernambucano e 5 pela Copa do Brasil, a imagem do "caipira", como é carinhosamente chamado por alguns, ilustra bem o sucesso do Sport em 2008. Jogador de muita raça, ele é considerado um verdadeiro 'leão', assim como o mascote do clube pernambucano. Mas se engana quem pensa que a relação com os torcedores do Rubro-negro sempre foi um mar de rosas.

Contratado durante a disputa do Campeonato Brasileiro de 2007, Romerito chegou do Goiás com a dura missão de substituir o ídolo Fumagalli, que havia se transferido para o Oriente Médio. Depois de uma boa atuação na estréia contra o Atlético/MG, no dia 14 de julho, ele não teve uma boa seqüência. Choveram críticas por parte da torcida e da imprensa. Questionado, foi muitas vezes vaiado. A ponto de ter que pedir um pouco de paciência aos torcedores.

Blindado pelo técnico Geninho, o responsável pela sua contratação, Romerito terminou o Brasileiro sem conseguir conquistar os rubro-negros. A volta por cima, entretanto, não demoraria a acontecer. Mas hoje, mesmo diante de todo o prestígio, o meio-campista não esquece os momentos difíceis do início. "Me abati muito. Evitava sair de casa, procurava ficar mais isolado. Era ruim demais. Tentava me reservar e focar nos treinamentos para reverter a situação. Mas apesar de toda experiência, foi complicado passar por momentos como aqueles", revela.

O jogador, por sinal, acredita ter sido injustiçado. Para ele, as comparações com Fumagalli acabaram pesando contra si. "Tinha consciência de que estava fazendo as coisas certas dentro e fora de campo. Quando cheguei aqui todos achavam que eu seria o substituto do Fumagalli. Mas somos jogadores de características diferentes. Ele é um cara mais técnico e habilidoso. Eu tenho outro estilo", diz.
De fato, os dois chegaram a jogar juntos no interior de São Paulo, pelo Santo André, em posições extremamente distintas. "Lá eu jogava de ala esquerdo ou segundo volante, enquanto ele era atacante", relembra. Diferenças minimizadas com o tempo por uma única semelhança: o lugar cativos que ambos possuem no coração do torcedor do Sport. Antes dos jogos, o grito de "Ah, é Fumagalli!", renasceu na versão "Ah, é Romerito!". E hoje, o "substituto" espera reeditar a dupla que a torcida rubro-negra tanto sonha ver em ação. "Sempre nos demos muito bem. Nossa Senhora, seria bom demais jogar com ele aqui no Sport", afirma.

O primeiro passo já foi dado. Fumagalli acertou seu retorno e brevemente estará se apresentando na Ilha do Retiro. Resta saber se Romerito vai conseguir a liberação com o Goiás, clube que detém seus direitos federativos até o final de 2008. O contrato com o Sport se encerra no próximo dia 31 e os dirigentes goianos já disseram que não abrem mão do seu futebol para a disputa do Brasileiro.

Na defensiva, o Sport despista e garante ter firmado um acordo para tê-lo de volta no início de 2009, quando o mesmo terá o passe livre. Enquanto isso, a negociação entre os dois clubes se arrasta. Mas uma coisa, porém, é certa: se o clube pernambucano passar pelo Vasco e for à final da Copa do Brasil, o mais novo xodó está liberado para entrar em campo nos dois jogos decisivos. Seria a grande chance, de definitivamente, Romerito cravar o seu nome na história do Sport.