Ele chegou no Náutico calado e a estréia demorou e muito para acontecer. Quem acompanhava o treino nos Aflitos dizia que ele é o que falatava para o Náutico, mas nada de regularização. Porém, foi só Acosta estrear que a torcida do Timbu se encantou com a raça e o talento do uruguaio.Betito, como é chamado em seu país, é mais um exemplo daquilo que virou moda no futebol nacional. Sem condições de manter os grandes atletas, os clubes foram em busca de uma solução quase caseira. Como o Campeonato Brasileiro é mais rico (ou menos pobre, como queira!) do que os demais na América do Sul, os times foram em busca desses atletas nos países vizinhos. Juntando a Valdívia, Conca, Ferreira, Saja, Guinazu.... Acosta se destacou e agora concorre ao prêmio de craque do Brasileirão. Supresa para muitos e o orgulho para o Náutico, que teve todos os méritos de apostar no meia-atacante.
Com 36 rodadas passadas, Acosta já marcou 19 vezes e está um gol atrás do atacante Josiel . Vale lembrar que o uruguaio foi expulso algumas vezes nesse brasileirão.
Os gols chegaram e com eles a cobrança da imprensa nacional e uruguaia para que a sensação do Brasileirão fosse para a seleção. "Ele não está na seleção porque o técnico trabalha com um grupo fechado", afirmou o jornalista Raúl Tavani em entrevista especial sobre Acosta na Revista Placar.
Como era de se imaginar, Acosta virou o alvo preferido dos clubes do Eixo Rio-São Paulo e deve se mandar para as bandas de lá na próxima temporada. O passe do meia-atacante pertence ao Cerrito, que junto com o Náutico, deve ganhar um graninha em breve.
Chamado por muitos de "cai-cai" e irresponsável, pela grande quantidade de cartões recebidos, Acosta reverteu o quadro da única maneira possível, que era dentro de campo. Gols decisivos, grande proteção de bola, frieza e a raça uruguaia foram alguns atributos utilizados pelo atleta.
Acosta precisou se virar cedo na vida. Teve três filhos e se casou jovem. Ganhava apenas R$ 400 no futebol uruguaio e ainda teve que trabalha em um mercado no centro de Motevidéu durante seis anos. E ainda ficou dois anos sem atuar nos gramados por causa do baixo salário que recebia. "Jogador que não passa fome não é jogador", afirmou a estrela alvirrubra, em reportagem da TV Globo.
O jornalista da Revista Placar Sérgio Xavier Filho, na matéria da Placar, questionou: de que planeta do surgiu esse alienígena que, aos 30 anos, resolveu tirar o Náutico do atoleiro e encantar o Brasil com raça uruguaia e malícia brasileira? Na mesma reportagem o jornalista aponta um provável motivo para o sucesso do jogador. Como a vida nunca foi fácil para ele, Acosta disputa cada jogo como um prato de comida. "Talvez seja isso. No momento em que a barriga roncou, Acosta surgiu", afirmou Sérgio Xavier Filho.

Acosta em ação no Peñarol
Perfil de Acosta
- Nascimento: 13/01/1977
- Local: Montevidéu, Uruguai
- Altura: 1,90m
- Peso: 74kg
- Clubes: Defensor (1994 a 1996); Platense (1996 a 1999); Cerrito(2002 a 2005); Peñarol (2005 e 2006); Náutico
Brenno Costa
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2 comentários:
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PaReDe DiSSe:
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