sábado, 18 de agosto de 2007

Êxodo

Ao ler uma matéria de um dos jornais pernambucanos deparei-me com uma situação, no mínimo, preocupante. Trata-se da quantidade de jogadores brasileiros que vão jogar no futebol da Europa.

Até aí tudo bem, nada de anormal. Todos sabem que lá o futebol é muito mais estruturado: os estádios são fantásticos, o jogador recebe rios de dinheiro, a torcida comparece, etc. Assim, fica inevitável a saída dos grandes atletas brasileiros.

Só que, apenas neste ano, cerca de 700 jogadores foram tentar a vida no futebol europeu de acordo com o Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais. É um número mais do que assustador. São 64 times praticamente. Dá para preencher todos os times da primeira e segunda divisões do Campeonato Brasileiro e, ainda, quase 24 times que disputam a terceira divisão.

Esse número deve aumentar até dezembro. A expectativa é de que chegue a 900 jogadores.

Isso acontece desde 1989, quando as emissoras de televisão passaram a pagar um alto valor pelo direito de transmissão dos campeonatos europeus. Para se ter idéia, o novo contrato da Premier League (Campeonato Inglês) pago pelas emissoras custou 7,1 BILHÕES de Reais. Com esse motante fica fácil entender porque o quase falido futebol brasileiro não segura mais seus atletas.

Alguma atitude deve ser tomada urgentemente. Esse quadro irá completar 2 décadas e nada se faz. A nossa sorte é que o futebol brasileiro é diferenciado, o melhor. Todos os anos fabricamos craques e mais craques. A nossa sorte é que temos jogadores de qualidade em cada campo de várzea. Não dependemos das autoridades do futebol totalmente. Ainda bem!




Brenno Costa
www.blogandobola.blogspot.com

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