A polêmica sobre tal exame voltou a figurar na mídia esportiva no últimos meses. Agora que o "caso Dodô" esfriou, cabe uma reflexão. O antidoping acusou o uso da substância femproporex, a qual não pode ser utilizada por atletas profissionais. O atacante do Botafogo foi suspenso preventivamente por 30 dias. Depois, o artilheiro foi julgado pelo STJD e condenado pela pena mínima de 120 dias. Até aí, tudo normal. Só que a surpresa vem depois. Os advogados do clube acusam uma farmácia de ter colocado tal substância ilegalmente e entram com um recurso contra a decisão. O mesmo STDJ "muda de opinião" e inocenta o atleta. Com o acontecimento ficam várias perguntas. Para que serve tal exame? Como eles chegaram a conclusão de que Dodô não tomou a substância ilegal por que quis? Clubes pequenos, sem verbas e estrutura básica pagam um alto valor para que seus atletas façam o exame após as partidas. Para quê? É só entrar com o recurso que o STJD inocenta!Não quero acusar Dodô. O atleta, até então, passava por uma ótima fase. O futebol brasileiro precisa dos seus gols. Porém, esse caso serviu de mau exemplo. Vai ser impossível não cogitar o favorecimento do clube quando, por exemplo, algum jogador for pego no exame e não for inocentado. Como se diz, o STJD perdeu a moral.
Brenno Costa
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